Por que lembrar do dia cinco de novembro ?

“Remember, remember, the 5th of november
The gunpowder, treason and plot;
I know of no reason, why the gunpowder treason
Should ever be forgot”

Quatro linhas. Quatro linhas que soam simples, curtas e sonoras. Nada de mais se essas quatro linhas não tivessem inspirado uma das Graphic Novels mais importantes já feitas, que por sua vez levaram a criação de um filme que marcou uma geração e serviu de símbolo para a que a população se revoltasse, se unisse, derrubasse ditadores, presidentes, e – no caso do Brasil – fosse às ruas no depois de mais de vinte anos.

A canção , que poderia ser traduzida como algo parecido com ” Lembrem, lembrem do v_for_vendettacinco de novembro. A pólvora, traição e a conspiração . Eu não vejo razão pela qual a conspiração da pólvora. Deveria ser esquecida.”  cita a Conspiração da Pólvora, evento histórico onde católicos tentaram explodir o parlamento inglês em 1605 , matando todos os que ali estavam presentes, incluindo o rei da época, Jaime VI & I. Entre os participantes da ação estava Guy Fawkes, soldado responsável pela pólvora que dá nome à conspiração e que explodiria o alvo, porém, a ação foi descoberta, Fawkes foi encontrado, preso, torturado e entregou seus comparsas antes de morrer. O principal dessa história, porém, é que apesar de Fawkes ter morrido 300 anos antes da invenção da fotografia, seu rosto é fotografado e filmado milhares, milhões de vezes por dia. Fawkes é o nome por trás de alguns apelidos que tomaram seu rosto emprestado na última década, entre os mais famosos estão V e consequentemente Anonymous.

O escritor inglês Alan Moore usou a história da Conspiração como fundo de um futuro distópico onde se passa a trama de V de Vingança. Na HQ, V é um ex-prisioneiro de um regime fascista do final do século XX, que pós ser usado como cobaia,  tem seu corpo e sua mente alterados, buscando vingança com aqueles que lhe causaram sofrimento. Personagem anárquico e acido utiliza uma máscara que representa Guy Fawkes, e tem como plano justamente explodir o parlamento londrino no dia cinco de novembro. A Graphic Novel, publicada pela Vertigo conquistou critica, público e rendeu filme em 2005, que com algumas adaptações na trama apresentou o texto de Moore para um público não habituado aos quadrinhos,  espalhando as ideias de V.  Em uma das cenas finais do filme, V distribuiu máscaras como a sua para a população, que sai às ruas lutando contra a ditadura que lhes cercava. Essa imagem  de milhares de mascarados pelas ruas de Londres foi fonte de inspiração fora das telonas, fazendo com que pessoas nos Estados Unidos, Londres, Egito, Brasil e outros tantos tentassem replica-la.

Claro que não dá para afirmar que as manifestações e protestos pelo mundo não aconteceriam se Moore não tivesse escrito sua obra – soaria até muito ingênua uma afirmação  que ignora todos os outros fatores que levaram essas ações acontecerem -, porém com toda certeza elas seriam diferentes, ao menos em sua representação. As máscaras de Fawkes viraram o símbolo de luta da população contra o opressor,  diversas brazilprotestomascarafogo17junapfrases de V se espalharam por redes sociais com tom de palavras de ordem, e a canção que abre esse texto virou hino para muitos.  Os enfrentamentos e as dificuldades que iam acontecendo nas manifestações brasileiras também ganharam contornos claramente inspirados na trama de Moore, tudo virava incentivo, os problemas viraram provações, provocações, que V enfrentaria. What Would V Do?  – O que V faria? – era uma pergunta que pairava no inconsciente de muitos ali presentes. Não é atoa que a prisão de manifestantes e jornalistas que portavam vinagre (substância que alivia os efeitos do gás lacrimogêneo)  deu inicio a uma serie de sátiras, protestos e movimentos intitulados V de Vinagre. O grupo Anonymous, utilizando a máscara de Fawkes se organizou e realizou  ataques cibernéticos a grandes empresas, fazendo com que empresários de todo o mundo temessem o irônico sorriso que estampado na boca das máscaras. Fawkes virou o fantasma do natal passado, presente e futuro de poderosos que há muito não se assustavam, fazendo  palavras do personagem de Moore, como “O povo não deve temer seu estado. O estado deve temer seu povo“, se tornarem cada vez reais.

Claro que muitos dirão que não precisam saber disso para se manifestar, o que pode até ser verdade, porém eu não vejo razão pela qual a Conspiração da Pólvora deveria ser esquecida.

Anúncios

Ego Wars: A academia contra-ataca

Ah, o Oscar. A noite que todos os fãs de cinema esperam simplesmente para aporrinhar  a academia. Mas dessa vez, ela deu motivos.

É meio ridículo pensar no Oscar hoje como um prêmio realmente válido em questão de qualidade. O cara que ganha geralmente não é o cara que tem o melhor filme, e sim o cara que tem mais amigos, mais contatos. Uma prova claríssima disso, foi o Oscar de 2010: Guerra ao Terror matou os bonecões azuis de James Cameron, fazendo o cara perder pra ex-mulher na frente do mundo todo. Não estou dizendo que Avatar é melhor que o filme sobre os desarmadores de bombas, muito pelo contrário, mas o ponto é que  quantos filmes foram influenciados por Guerra? E quantos pelos Smurfs de Cameron? A industria já sabia disso naquela época, enquanto Avatar era filmado todas as empresas já estavam com os olhos no novo 3D milagroso do diretor de Titanic.

Mas tem um ponto muito importante aí, o cara se auto denomina “Rei do mundo”. Quando Cameron veio ao Brasil em 2010, tive a oportunidade de tietar o homem, e uma coisa tenho a dizer: ele é mala. Enquanto o elenco do filme foi super simpático, tirou fotos e conversou comigo, quando eu perguntei se ele podia parar por um segundo, ele me respondeu um simples “I’m sure that I don’t have time for this” (Com certeza eu não tenho tempo pra isso). Não estou dizendo que sou importante bagarai então ele devia ter parado pra falar comigo, não é isso. Só que será que ele é assim só com os fãs? O que eu estou querendo dizer é: se você não tiver cuidado, você cria inimigos dentro da academia, e tem coisa pior do que tomar pau da ex-mulher? (E convenhamos, ninguém caiu naquela de que ele estava torcendo por ela né? Bitch, please!)

Se você ainda não entendeu meu ponto, vou tentar explicar de maneira quase que minimalista como funciona a escolha dos vencedores. A academia é composta por várias pessoas, de diversas áreas que trabalham, ou já trabalharam na  indústria cinematográfica. Essas pessoas votam em cada categoria, os votos são contabilizados e  é registrado o vencedor, lindo né? Não. O problema é que as pessoas que trabalham com cinema não tem tempo de ir ao cinema. Pode parecer paradoxo mas é a mais pura verdade. Então os votos vão sempre para os amigos, para os filmes bons que eles conseguiram arranjar um tempo pra ver, ou para os longas e curtas que fizeram uma premier em Paris com tudo pago e champanhe caro à vontade.

Bom, mas o ano de 2010 foi só um exemplo, em 2012 não faltaram situações iguais, ou eu preciso realmente comentar o caso Muppets vs Rio? Ou até mesmo em 1976, quando Spilberg não foi indicado a melhor diretor por Tubarão, como o vídeo abaixo escancara a indignação do dono do E.T..

 

A única coisa que eu tenho a dizer é que é uma pena, um prêmio que tinha tudo pra dar certo, com o apoio de uma das maiores indústrias do planeta, acaba tropeçando nos méritos por conta dos egos. And the Oscar goes to…. hope, just hope.

WELCOME TO THE JUNGLE, WE GOT FUN AND GAMES

Logo que entrei na faculdade pensei em fazer um blog, ideia que mais pra frente resultou no blog do Elvis, que você tanto ama (I hope so!). Mas como tudo tem suas etapas, eu comecei escrevendo sobre o meu dia a dia, e hoje nos encontramos justamente no dia de um projeto de post pra esse portal, um ano atrás. Acontece que eu acho que ele ainda pode ser válido para a bixarada que está invadindo os campus ao redor dessas amadas terras tupiniquins, então resolvi repostá-lo pra vocês. Como foi bem no início de tudo, tem muitos palavrões e muita falta de técnica, BUT, resolvi deixar ele intacto para preservar todo o momento 😉

 

Welcome to the jungle, we got fun and games 😉

Trote é a palavra que eu ouço desde o momento que meu nome estava na lista de aprovação. Não sei bem como começou, nem o porque, só sei que essa palavra assombra todos os novos universitarios brazucas.
O que mais fode essa história é que SEMPRE a televisão faz questão de noticiar os piores trotes, não uma, mas porrilhões de vezes, acho que só pra aterrorizar ainda mais as pessoas que estão já estão aterrorizadas pra cacete! Só pra vocês terem um noção, no fim de semana anterior ao meu trote eu assisti a pessoas tendo que beijar porcos e tomarem banho de merda! Imaginem minha cara.
Bom, passado o momento de desabafo, vou contar como foi o meu primeiro dia de aula. Pus a minha roupa mais desleixada e rumei ao prédio do meu curso. Chegando lá encontrei uns veteranos que perguntaram se eu queria participar do trote. Em um segundo todas as imagens dos banhos de merda passaram pela minha cabeça, e eu disse SIM.
Convenhamos, os anos tem 365 dias, mas quantos são notáveis? Quantos a gente pode pegar e falar “nossa, lembra quando aconteceu tal coisa?” ou “caramba esse é um dos dias que meus filhos vão pirar quando eu contar pra eles”?. O trote é um dia que representa o início do seu curso, então o máximo que podia acontecer era ser uma droga, mas isso num seria muito pior que muitos domingos ensolarados depois de um feriado chuvoso. Por isso eu topei.
O trote começou engraçado, o pessoal botou a gente no sol e passou tinta, polenguinho, óleo e pinga na gente. Depois começaram os apelidos: bixo-mala, bixo-avatar, bixo-ovo, e bixo-reliquia, cada um com sua respectiva tarefa e caracteristica, mais tarde veio o famoso momento em que os bixos tem que arrecadar dinheiro, no farol, nas ruas… cada bixo tem que usar sua criatividade e seu corpo, para conseguir dinheiro para dar aos veteranos, que ao fim do dia compram bebidas para todos os alunos (veteranos e calouros).
Ai credo, os bixos só se fodem, num tem motivo de participar desse tipo de coisa, certo? Errado, a pergunta que você deve fazer pra você mesmo, antes de qualquer coisa é: “eu vou saber brincar?”, e depois “eu vou saber sair se as coisas não sairem bem?”. Se você tiver a respostas dessas duas perguntas, você não vai se arrepender, seja qual for a sua decisão.
Porque o que vos fala garante que jamais deixaria que jogassem merda em sua pessoa… sério! Nessas horas eu correria para um lugar distante… e cheiroso. Mas quando o trote é levado na boa (você vai ser zuado, mas não precisa ir pra sala escura pra isso… se algo parecido acontecer, CORRE QUE É CILADA, BINO!), nada demais acontece, algumas risadas, muitas histórias e até mesmo uns amigos dá pra garantir.
Resumindo a história, meu trote foi bom, estou careca e recomendo aos veteranos que façam trotes divertidos, e aos futuros bixos que entrem na brincadeira, porque esse com certeza, é um dia pra se contar aos seus filhos 😉

Pop árvore

Veraaas, que saudades de escrever aqui, juro! E eu sei que vocês estavam com saudades também!… not. Anyway, eu garanto que os três que fazem o blog do Elvis aqui aprenderam muuuito nesse tempo que ficaram sem escrever. Logo, preparem-se porque preparamos umas coisas animaaais pra vocês 😉

Mas vamos ao ponto! Hoje é véspera de natal \o/ E isso significa que vou gastar todo o meu dinheiro para dar uma cópia de qualquer filme que falamos aqui no Vera pra cada um dos leitores e ainda por cima vou escrever um post natalino!

Isso mesmo, nesse post eu separei simplesmente os melhores enfeites de Natal do mundo! E o melhor, você pode fazê-los pra por na sua árvore! Ou pelo menos tentar né? Simboranegads.

Mario, o encanador que fez história, o personagem simplesmente marcou gerações, virou ícone e ainda tem uma piada do nível “é pave ou pacome?“. Por que não ter um desses na sua árvore de natal? Além de dar aquele ar super nerd-cult, vai ficar super bonitinho. Sério.

O mais legal é que esse é facílimo de fazer, o site que ensina a fabricá-los se chama Instructables e é especializado em ensinar a galera a fazer suas próprias coisas. Faz parte de um grupo de sites que investem no DIY (Do It Yourself – que pode ser traduzido como “Faça você mesmo”) e ensina passo a passo montar esse, e os outros enfeites que eu vou colocar aqui embaixo. Pra ver certinho é só clicar aqui .

O próximo ornamento que eu escolhi é especial para os fãs de música eletrônica, é um enfeite do DeadMau5. Mas Fe, quem é esse DeadMau? Jovem padawan, ele é simplesmente um dos maiores Djs do mundo! Esqueça Guetta, sério. Bom, não vou
entrar muito nisso porque um post especializado nesses Djs já está nas cozinhas Verianas, mas já vou colocar um videozinho pra vocês irem se familiarizando com o Rato cabeçudo.
O legal desse enfeite é que ele brilha, assim como o ratão original. Tá, não é tão fácil de fazer como o do Mario ali em cima, maaas o resultado é super foda. Pra acessar o link é só clicar aqui.

Vamos lá, Música, Games, falta o que pra completar o que esses Veras gostam de ler nesse blog? Bom, de prima vem na minha mente filmes e… livros. Então porque não usar os dois de uma vez só? Vou trazer aqui enfeites das duas maiores franquias inspiradas em livros e que foram pro cinema, ou seja: Senhor dos Anéis e Harry Fucking Potter. O enfeite da saga do Frodo é nada mais nada menos do que o Olho de Sauron, super simples de ser feito também, e o resultado fica super legal. É só clicar aqui pro passo a passo.
Já a história que tem Aquele-que-não-deve-ser-nomeado como vilão tem um enfeite que dá mais trabalho pra fazer, mas também não é nada extraordinariamente difícil de ser feito. O enfeite dos Potter pode ser visto clicando aqui. É o simbolo das insignias da morte, que não só dão título ao ultimo livro, como também explicam muitas pontas soltas ao longo da história, e moldam a trama do último livro. E vou confessar, acho que é o meu favorito entre esses aqui, porque é simplesmente lindo.

Agora o último enfeite, mais do que lindo, mais do que legal… é delicioso. O alimento favoritos dos seus Veras, pode estar na sua árvore de natal! Sim estou falando dele. Bacon. Esse é o enfeite mais épico de todos, porque além de ser fácil de fazer, ele é super fofo é uma daquelas coisas típicas que seus amigos vão ver e querer roubar.
Se você não está entendendo o porque eu fiquei tão animado, é só clicar aqui e se apaixonar.

Você deve estar pensando “Porra, porque você não postou isso antes? Agora já está muito em cima da hora!”. Realmente, mas a árvore só é desmontada em Janeiro! E porque não enfeitar esse trambolho de árvore que fica no meio da sua sala? E além do mais, sempre temos um próximo natal, ou não, certo maias? Trohohoho 😉

Like Frankie said, let it snow

Fim do hiato! Olá queridos! Sabe essas besteirinhas de internet que se tornam a salvação dos dias entediantes, principalmente nas férias? Então, o Google está se tornando mestre nisso. Aprimorando-se em efeitos em HTML, o famoso site de busca tem inovado no quesito interatividade, e personalização, além de isso ser de uma publicidade enorme. Lembram-se do Google Hero, que a gente já falou aqui? Ou mesmo as animações ou desenhos em tom de homenagem que substituem o logo da empresa em alguma data comemorativa, os famosos Google Doodle.

Bom, o assunto da vez é o Natal, e o tema é neve. Que tal fazer nevar no seu navegador? Você provavelmente já viu filmes natalinos americanos, e sentiu inveja de todo aquele clima de feio, lareira, bonecos de neve e janelas cobertas de flocos. Ah, o Natal combina tanto com o frio… mas né, nós vivemos no hemisfério sul, e esse é o menor dos nossos problemas por aqui, so get over it.

Então pelo menos nós podemos aproveitar a brincadeirinha deles e sentir o frio invadindo a tela do seu computador. Para isso, basta abrir o site e digitar “let it snow” no campo de busca. Logo, flocos de neve cairão do topo da tela, e seu computador lentamente congelará. Para limpar… como você faz para limpar quando o vidro do carro embaça? Pois bem, então basta passar o mouse e arrastar para onde quiser, vale até escrever seu nome.

Vale lembrar que a animação só deve permanecer até o Natal, ou até quando durar o inverno por lá, então aproveitem! Esse post é só uma besteirinha que eu queria compartilhar com vocês, Veras, pra quem já não tinha visto pelo twitter. Ah, Google, sempre nos fazendo voltar à infância, quando essas besteirinhas eram a melhor coisa pra fazer por aqui… Divirtam-se!

Cortina de papel

Quem passa diariamente pela Rua Consolação, centro de São Paulo, está acostumado com a paisagem cinza, e com o barulho de carros que domina o local e torna a viagem rotineira. De uns tempos para cá, os transeuntes devem ter repararado em algo diferente, algo colorido. Trata-se do prédio Germano Leardi, no número 574, onde funciona a empresa ClearSale, que recebeu nos últimos meses uma decoração diferente. Sua fachada de vidro está agora repleta de post-its (artigo de papelaria muito usado entre os universitários, para tomarem notas) coloridos, arranjados de maneira a formar frases e desenhos variados e de temática jovem.

O projeto se chama Post It War, e surgiu na empresa espontaneamente a partir de reuniões semanais feitas entre os funcionários com a intenção de integrá-los e estimular sua criatividade. “Reunimos 330 funcionários, e decoramos a fachada em meia hora. Foi a ideia mais bem sucedida que tivemos no projeto”, conta Daisy Mola, 49, coordenadora e líder das reuniões.

Os desenhos formados pelos pequenos quadrados coloridos dão a sensação de se olhar para um vídeo-game antigo. As formas pixeladas remetem a ícones da cultura popular oitentista, como os jogos Super Mario, Pitfall e o porco espinho azul Sonic, porém trazendo também referências ao que está ocorrendo de atual, como o personagem Bob Esponja e um pássaro provindo de Angry Birds

A iniciativa teve inspiração na Europa, em especial na França e nos Estados Unidos, locais em que esse tipo de movimento já tem alguns exemplares, todos devidamente fotografados e organizados em um site. Mas os mentores do projeto aqui no Brasil confessam que não tinham idéia da proporção que isso tomaria. ”Tudo começou com um botão ‘like’ do Facebook. Todos os funcionários se envolveram e em pouco tempo decoramos a fachada inteira”, dizem os dois funcionários da empresa, Marvin Ferreira, 21 e Cinthya Saito, que tiveram a ideia depois de verem alguns modelos na internet e resolveram reproduzir a mão azul e branca em uma das vidraças. “A gente levou pra empresa inteira, e acabou virando essa brincadeira”, diz Marvin com um sorriso no rosto. “A gente não sabe o que é verdade e o que não é, mas esses dias veio um homem que se identificou como relacionado ao Post-it e disse que esse é o maior prédio do Brasil a fazer isso”, Daisy fala, orgulhosa, comparando outros edifícios que participam do movimento no país.

Porém, a ação divide opiniões. Fidélis Carlos, 54, diz que não passa de “poluição visual” e que para ele aquilo simplesmente não é arte. “Pelo menos não para minha faixa etária”, diz, dando risada. Enquanto Tânia Serafim, 47, possui uma posição contrária. “Ficou muito bonito, deu uma diferenciada na paisagem”. Quando perguntada sobre o que as crianças acham, a babá revela que elas gostam muito e que sempre comentam quando passam em frente ao decorado prédio.

Arte ou não, a verdade é que o local chama a atenção, destacando-se dos outros pelo uso das cores fortes que os pequenos papéis possuem, deixando pelo menos o diferente marcar uma das ruas mais famosas da cidade. A decoração, que é de fácil visualização por todos, permanecerá por tempo indeterminado.

Especial Halloween: O Maior Freak do Mundo

Olá meus caros Veras, faz tempo que não tem um post novo aqui no Vera por um simples motivo: falta de criatividade. Essa falta de criatividade deu um tempo quando estava ouvindo novamente o episódio 131 do Nerdcast: Anatomia dos serial killers. Ao ouvir este episódio pensei “poxa, aproveitarei o Halloween e falarei desses insanos lá no Vera”. E cá estou eu escrevendo para vocês sobre um dos maiores freaks do mundo: Ed Gein!

Edward Theodore Gein nasceu em 27 de agosto de 1906 e morreu em 26 de julho de 1984. Ele foi a inspiração para os filmes “O Silêncio dos Inocentes“, “Psicose” e  “O Massacre da Serra Elétrica”. Fiz uma pesquisa básica sobre esse cara e posso dizer: é o maior freak que já vi na vida. Ele foi um homicida (mas condenado por apenas 2, e para ser caracterizado como serial killer são necessários 3 ou mais assassinatos de formas parecidas) e ladrão de lápide (sim, o cara violava túmulos) estadunidense. Embora tenha sido condenado por apenas duas mortes, ele é suspeito de ter matado dez pessoas no total. Tornou-se famoso quando descobriram que ele exumava cadáveres dos cemitérios locais e fazia “troféus” de partes deles.

Edward era filho de George P. Gein e Augusta Lehrke, ambos do Winsconsin. Ed tinha também um irmão mais velho chamado Henry G. Gein. O pai de Ed era um alcoólatra desempregado. Augusta odiava o marido mas continuava casada por questões religiosas. Ela não deixava estranhos interagirem com seus filhos, Ed até frequentava a escola mas sua mãe impedia qualquer tentativa que ele tentasse de ter amigos, ela era uma luterana fanática. Dizia que todas as mulheres, excluindo ela, eram prostitutas e que o sexo tinha um único propósito que era o da procriação. Ela reservava momentos durante a tarde pra ler trechos da Bíblia sobre morte, assassinatos e castigos divinos.

Ed tinha um jeito levemente efeminado, e era alvo de bullying pelos colegas de escola. Professores e colegas relembram de algumas esquisitices dele como por exemplo, rir sozinho como se tivesse lembrado de uma piada. Apesar da fraca interação social, foi um bom aluno de leitura e economia. Ed tentava agradar a mãe, mas esta raramente se sentia feliz com os filhos. Ela costumava insultá-los, acreditando que eles seriam um fracasso como o pai. Durante toda a adolescência  e parte da idade adulta, os dois rapazes só tiveram a companhia um do outro.

O pai de Ed morreu em 1940 por causa de uma taque cardíaco. Em 16 de maio de 1944, um incêndio atacou um dos celeiros da família e nesse incêndio, Henry morreu asfixiado. Augusta morreu em 29 de dezembro de 1945. Ed ficou completamente sozinho e permaneceu na fazenda, sustentando-se com estranhos empregos. Deixou todas as divisões tal como a mãe tinha deixado, e começou a viver num pequeno quarto ao lado da cozinha. Ed só utilizava este quarto e a cozinha. Ele começou a se interessar em livros de aventura e em revistas de culto à morte. Acostumou-se a fazer visitas noturnas aos cemitérios.

A polícia suspeitou do envolvimento de Ed no desaparecimento de Bernice Worden, em 16 de novembro de 1957. Entraram na propriedade de Ed à noite e descobriram o cadáver de Worden. Tinha sido decapitada, o seu corpo estava suspenso de pernas para o ar, os seus tornozelos estavam presos a uma viga. O seu tronco estava vazio, as suas costelas estavam separadas, tal como um veado. Estas mutilações ocorreram depois da sua morte, causada por vários tiros.

Entre as coisas encontradas na casa deles estavam:

  • Crânios humanos empilhados sobre um dos cantos da cama.
  • Pele humana transformada num abajur e usada para estofar assentos de cadeiras.
  • Crânios usados como tigelas de sopa.
  • Um coração humano (o local onde se encontrava é alvo de discussões: alguns afirmam que estava numa panela no forno, outros que estava num saco de papel).
  • Pele do rosto de Mary Hogan, proprietária da taberna local, encontrado numa bolsa de papel.
  • Puxador de janela feito de lábios humanos.
  • Cinto feito com mamilos humanos.
  • Meias feitas de pele humana.
  • Bainha de faca de pele humana.
  • Caixa com nove vulvas, que Ed confessou usar, sendo que a da mãe dele estava pintada de prata.
  • Cabeças prontas para exposição ordenadas
  • Uma poltrona feita de pele humana
  • 4 narizes
  • Um terno masculino inteiramente feito de pele humana
  • Uma mesa adornada com ossos de uma canela humana
  • Nove pulseiras de pele humana
  • Bolsas de pele humana
  • Dez cabeças de mulheres cortadas acima das sobrancelhas.
  • Calças de pele humana
  • Quatro cadeiras onde a palha foi substituida por pele humana entrelaçada
  • Camisas femininas de pele humana
  • Uma cabeça pendurada em um cabide

Ed confessou ter desenterrado várias sepulturas de mulheres de meia idade, que se pareciam com a sua mãe. Ele levava-as para casa, onde ele bronzeava as peles. Ed negou ter tido relações sexuais com os cadáveres, porque, segundo ele, estes “cheiravam demasiado mal”. Art Schley, um dos policiais que interrogou Ed, o agrediu fisicamente, esmurrando a sua cabeça e empurrando o seu rosto contra um tijolo, o que tornou o primeiro depoimento de Gein inadmissível. Schley morreu com um ataque cardíaco um mês depois de testemunhar no julgamento de Ed. Os seus amigos afirmam que Schley estava traumatizado pelo horror dos crimes.

Gein foi dado como mentalmente incapaz de ir ao tribunal. Passou boa parte de sua vida no Central State Hospital, que mais tarde se tornou numa prisão. Ele foi transferido para Mendota State Hospital em Madison, Wisconsin. O julgamento começou a 14 de Novembro e durou uma semana. Ele foi considerado não culpado devido à insanidade. Ed passou o resto dos seus dias num hospital psiquiátrico. Enquanto Ed esteve detido, a sua casa foi incendiada e o carro que Ed usava para transportar as vítimas foi vendido em 1958 (tem louco pra tudo).

Ed morreu a 26 de Julho de 1984, vítima de falha cardíaca e respiratória, devido a câncer, no hospital Mendota Mental Health Institute. Sua lápide foi, por um bom tempo, vandalizada. Pessoas pegavam pedaços para usar de “recordação”. Ela foi roubada e devolvida no ano seguinte, depois foi levada para um museu em Wautoma, Wisconsin.

É isso meus queridos Veras, esta é a biografia da pessoa mais insana que eu já ouvi falar. Espero que tenham gostado deste especial de Halloween. No mais, nada mais.