Por que lembrar do dia cinco de novembro ?

“Remember, remember, the 5th of november
The gunpowder, treason and plot;
I know of no reason, why the gunpowder treason
Should ever be forgot”

Quatro linhas. Quatro linhas que soam simples, curtas e sonoras. Nada de mais se essas quatro linhas não tivessem inspirado uma das Graphic Novels mais importantes já feitas, que por sua vez levaram a criação de um filme que marcou uma geração e serviu de símbolo para a que a população se revoltasse, se unisse, derrubasse ditadores, presidentes, e – no caso do Brasil – fosse às ruas no depois de mais de vinte anos.

A canção , que poderia ser traduzida como algo parecido com ” Lembrem, lembrem do v_for_vendettacinco de novembro. A pólvora, traição e a conspiração . Eu não vejo razão pela qual a conspiração da pólvora. Deveria ser esquecida.”  cita a Conspiração da Pólvora, evento histórico onde católicos tentaram explodir o parlamento inglês em 1605 , matando todos os que ali estavam presentes, incluindo o rei da época, Jaime VI & I. Entre os participantes da ação estava Guy Fawkes, soldado responsável pela pólvora que dá nome à conspiração e que explodiria o alvo, porém, a ação foi descoberta, Fawkes foi encontrado, preso, torturado e entregou seus comparsas antes de morrer. O principal dessa história, porém, é que apesar de Fawkes ter morrido 300 anos antes da invenção da fotografia, seu rosto é fotografado e filmado milhares, milhões de vezes por dia. Fawkes é o nome por trás de alguns apelidos que tomaram seu rosto emprestado na última década, entre os mais famosos estão V e consequentemente Anonymous.

O escritor inglês Alan Moore usou a história da Conspiração como fundo de um futuro distópico onde se passa a trama de V de Vingança. Na HQ, V é um ex-prisioneiro de um regime fascista do final do século XX, que pós ser usado como cobaia,  tem seu corpo e sua mente alterados, buscando vingança com aqueles que lhe causaram sofrimento. Personagem anárquico e acido utiliza uma máscara que representa Guy Fawkes, e tem como plano justamente explodir o parlamento londrino no dia cinco de novembro. A Graphic Novel, publicada pela Vertigo conquistou critica, público e rendeu filme em 2005, que com algumas adaptações na trama apresentou o texto de Moore para um público não habituado aos quadrinhos,  espalhando as ideias de V.  Em uma das cenas finais do filme, V distribuiu máscaras como a sua para a população, que sai às ruas lutando contra a ditadura que lhes cercava. Essa imagem  de milhares de mascarados pelas ruas de Londres foi fonte de inspiração fora das telonas, fazendo com que pessoas nos Estados Unidos, Londres, Egito, Brasil e outros tantos tentassem replica-la.

Claro que não dá para afirmar que as manifestações e protestos pelo mundo não aconteceriam se Moore não tivesse escrito sua obra – soaria até muito ingênua uma afirmação  que ignora todos os outros fatores que levaram essas ações acontecerem -, porém com toda certeza elas seriam diferentes, ao menos em sua representação. As máscaras de Fawkes viraram o símbolo de luta da população contra o opressor,  diversas brazilprotestomascarafogo17junapfrases de V se espalharam por redes sociais com tom de palavras de ordem, e a canção que abre esse texto virou hino para muitos.  Os enfrentamentos e as dificuldades que iam acontecendo nas manifestações brasileiras também ganharam contornos claramente inspirados na trama de Moore, tudo virava incentivo, os problemas viraram provações, provocações, que V enfrentaria. What Would V Do?  – O que V faria? – era uma pergunta que pairava no inconsciente de muitos ali presentes. Não é atoa que a prisão de manifestantes e jornalistas que portavam vinagre (substância que alivia os efeitos do gás lacrimogêneo)  deu inicio a uma serie de sátiras, protestos e movimentos intitulados V de Vinagre. O grupo Anonymous, utilizando a máscara de Fawkes se organizou e realizou  ataques cibernéticos a grandes empresas, fazendo com que empresários de todo o mundo temessem o irônico sorriso que estampado na boca das máscaras. Fawkes virou o fantasma do natal passado, presente e futuro de poderosos que há muito não se assustavam, fazendo  palavras do personagem de Moore, como “O povo não deve temer seu estado. O estado deve temer seu povo“, se tornarem cada vez reais.

Claro que muitos dirão que não precisam saber disso para se manifestar, o que pode até ser verdade, porém eu não vejo razão pela qual a Conspiração da Pólvora deveria ser esquecida.

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5 de Outubro: 50 anos de pop

Hoje, meus caros Veras, é um dos dias mais importantes da história da cultura pop, não própriamente hoje, mas no dia 5 de outubro de 1962 dois dos maiores expoentes dessa cultura nasciam de forma primorosa.

Vou começar com o lado musical da coisa. Qual a banda mais importante do século? Acho que seria quase unânime que a resposta seria Beatles, por que mesmo que você, jovem padwan, não goste dos besouros da Abbey Road muito provavelmente as bandas que você curte se inspiraram neles. Não é nem preciso ir muito longe para chegar nisso. Ozzy Osbourne, o eterno inimigo do Batman, já declarou algumas vezes que sua maior inspiração musical é ninguém menos que John Fucking Lennon, apesar do estilo do cara ser extremamente diferente de Lennon, ele entende que os meninos de Liverpool eram simplesmente geniais.

O fato é hoje fazem bodas de ouro do primeiro single dos caras. Love Me Do é uma das músicas mais amadas pelo fãs, me incluo discaradamente nesse meio, por sua simplicidade, sua gaita bem colocada e o romantismo que o Beatles trouxeram ao mundo de forma única. Existem alguns fatos curiosos sobre a canção aniversariante, uma delas é que várias versões foram gravadas, trocando principalmente o baterista, o que deixou Ringo Starr #lastimioso. Além disso, em uma das primeiras ideias, a famosa gaita era antes uma guitarra. Gaita que por sinal John nunca comprou, já que o Beatle roubou a gaita em uma viagem, pouco antes de se tornar a lenda que é.

Se você ficou com saudades/ quer comemorar o aniversário assobiando junto/ o ou até mesmo conhecer a canção (por que não?) é só dar play aqui em baixo 🙂

Acho que nem preciso dizer mais o quão importante é esse aniversário, né? Uma música que mudou não só uma geração, mas todas as gerações que seguiram a partir do momento em que o primeiro acorde tocou 50 anos atrás. Já basta, né? O mundo já foi suficientemente alterado por causa desse dia histórico, certo? Errado. Nesse dia os ingleses acordaram inspirados por que outro ícone estaca nascendo naquele momento. O nome dele? Bond. James Bond.

Issumemu, bicho, o agente secreto mais foda de todos os tempo também tinha sua estréia nos cinema hoje, com o clássico-sensacional-mother-fucker 007: Contra o Satânico Dr. No, ou simplesmente “Dr. No”, pros gringos. O filme teve um investimento de 1 milhão de dólares, algo muito mais absurdo do que pode se imaginar nos padrões de hoje, e foi nele que começaram as tradicionais Bond Girls, perseguições, super-vilões internacionais, as armas de Bond, a abertura com câmera subjetiva de dentro da arma, o famoso Dry Martini “Batido, não misturado”, a consagração de Sean Connery (que é considerado por muitos o maior 007 de todos os tempos) e principalmente da famosa apresentação: “Sobrenome. Nome Sobrenome”.

Poucos personagens são tão importantes quanto esse. 007 é não só um ícone mundial, mas também um centro de referências incontáveis, muitas das coisas que você acha clichê, em termos de ação, espionagem e policial, surgem desse agente secreto. Mesmo que Dr. No em especial não traga todos os pontos principais da saga do agente londrino (As bugigangas secretas começaram a aparecer efetivamente no segundo filme da série – Moscou contra 007 ( From Russia With Love), de 1963 – é importante que o sucesso desse primeiro longa deu segurança e força para a MGM investir na série (que é hoje sua maior fonte de renda e prestígio).

O trailer do longa pode ser conferido aqui também:

Com  esses dois momentos históricos acontecendo no mesmo dia, a única coisa que posso dizer para encerrar o post, é que  a data de nascimento da cultura pop, é no dia cinco de outubro de mil novecentos e sessenta e dois. 

Luz, Câmera y Buenos Aires

Olá, Veras, saudades? Espero que sim ! Por que eu estou com muitas, mas o importante é que estamos de volta, aos poucos, mas de volta =)

Bom, com a sua timeline do Facebook e do Twitter já estourada de atualizações sobre o Curíntia  e o Boca, vamos manter essa linha. “Poxa, Felipe, futebol?!? Não aguento mais isso!”. Acalme-se, caro Vera, hoje não tem bola nenhuma na parada, ¡vamos a hablar sobre la Argentina!

Issumemu, a terra do alfajor tem muito mais do que Maradona, do mesmo jeito que nós temos muito mais do que Pelé. E apesar dos hermanos serem multifacetados hoje eu vou focar no Cinema.

O cinema da terra dos adversários corinthianos , já ganhou 2 Oscars, com La historia oficial (1985) e o atual El secreto de sus ojos (2009), além de outras quatro indicações sem sucesso. Porém, muita pouca gente viu esses filmes, e eu quero falar dos 5  filmes mais tops que não são de lá, mas foram gravados pertinho de La Bombonera.

Vou começar essa listinha com a melhor pessoa possível para desvirginar algo. Madonna, sim a rainha do pop gravou Evita (1996), o filme é baseado em uma história real, que nem os do post que eu escrevi em janeiro, e conta a história de Evita Perón,  que além de ex-atriz e primeira dama foi referência política para a Argentina e para o mundo. Eva Perón é uma mulher marcante na história do país azul e branco, e sua história seria muito grande para colocar nesse post, então se eu despertei sua curiosidade dê uma googlada, seja mais culto(a) e faça o Fê aqui mais feliz.

Evita Perón em  propaganda, em sua época de atriz.

O fato é que Evita é o ápice cinematográfico da cantora de Vougue, que se mostrou um desastre como diretora,em suas várias tentativas. O filme foi gravado em Buenos Aires, e teve cenas gravadas dentro da própria Casa Rosada, a casa presidencial argentina. O filme antes mesmo de virar película já foi musical na Brodway, respect.

O próximo filme dessa listinha é de um brazuca, Walter Salles pra ser mais exato. O diretor de Central do Brasil foi para lá gravar Diarios de Motocicleta (2004). Esse é outro filme-biografia, que também fala de outro ícone mundial: Chê Guevara. O filme que conta as viagens que Guevara fez pela parte sul da América, passando por vários países como Chile, Colombia, Venezuela, e claro, Argentina, mais especificamente em Buenos Aires e outras cidades como Mirarar, San Martín de los Andes, Patagônia e Villa Gesell.

Essa última cidade causou polêmica em outro filme, o hit de 2011, X-men: First Class. O problema é o seguinte, lembra aquela cena em que  Magneto (Michael Fassbender), está atrás do nazista que matou a família dele? Pois é ele descobre onde o cara está e vai até onde ? Acertou se você falou Villa Gesell. Se você não se lembra da cena, é só ver ela aqui :

Ok, qual o problema nisso?” Acalme-se jovem padawan, a resposta vem logo. O problema é que Villa Gesell é assim :

É, bicho, a cena foi gravada em Bariloche, e o lugar da legenda não tem montanhas e nem pasto, muito pelo contrário, é uma praia pertinho de Buenos Aires. Basicamente os caras colocaram uma panorâmica do MASP e puseram de legenda “Rio de Janeiro, Brazil”. E se não bastasse, o sotaque do barman da cena é de espanhol, e não de argentino. A coisa gerou uma polêmica, e até mesmo o maior jornal do país, o Clarín, soltou uma nota irônica em seu site, dizendo que deveriam ter usado o Google Maps. Mereceram.

O penúltimo dessa listinha foi um fracasso total de bilheteria e crítica, mas vou citar por um simples motivo:  Coppola. O diretor de O Poderoso Chefão fez Tetro em 2009. A história é basicamente sobre um menino de 18 anos,Benjamin, vai para Buenos Aires se reencontrar com seu irmão, um escritor. Só que flashbacks, e alguns acontecimentos vão esquentando a história do Suspense/Drama. O filme não é ruim, na minha opinião, só não é inovador. E vale a pena ser visto assim como qualquer coisa do nosso amigo Francis Ford.

O último que eu vou falar aqui ainda nem foi lançado aqui nas terras tupiniquins, On the Road, também do Walter Salles. O filme sai ainda esse ano, e está no meu top 3 de filmes mais esperados do ano. A película vai contar a história do famoso livro homônimo
que Jack Kerouac publicou pela primeira vez em 1957, dando origem ao movimento Beat. A trama que conta a história do próprio Kerouac atravessando os Estados Unidos com seu amigo, Neal Cassady, foi filmado inteiramente nas locações originais por onde o escritor passou, tendo apenas como exceção a Argentina, que serviu de cenário para algumas cenas internas de inverno.

Agora uma dica pra você que vai visitar as terras hermanas, ou melhor ainda, pra você que mora lá/aí. Um site chamado filmaps utiliza o google maps para por marcações de onde filmes foram rodados, se você quiser ir direto pra página de Buenos Aires é só clicar aqui, e lá tem mapinhas de três dos filmes que eu falei nesse post: Diarios de Motocicleta, Evita e o vencedor do Oscar El secreto de sus ojos, além de um filme que não entrou pra listinha, mas tem como papel principal Antonio Banderas, o Imagining Argentina.

Espero que tenham gosta do post =) e como já diriam os argentinos, e nosso amigo Arnold, hasta la Vista 😉 

Ego Wars: A academia contra-ataca

Ah, o Oscar. A noite que todos os fãs de cinema esperam simplesmente para aporrinhar  a academia. Mas dessa vez, ela deu motivos.

É meio ridículo pensar no Oscar hoje como um prêmio realmente válido em questão de qualidade. O cara que ganha geralmente não é o cara que tem o melhor filme, e sim o cara que tem mais amigos, mais contatos. Uma prova claríssima disso, foi o Oscar de 2010: Guerra ao Terror matou os bonecões azuis de James Cameron, fazendo o cara perder pra ex-mulher na frente do mundo todo. Não estou dizendo que Avatar é melhor que o filme sobre os desarmadores de bombas, muito pelo contrário, mas o ponto é que  quantos filmes foram influenciados por Guerra? E quantos pelos Smurfs de Cameron? A industria já sabia disso naquela época, enquanto Avatar era filmado todas as empresas já estavam com os olhos no novo 3D milagroso do diretor de Titanic.

Mas tem um ponto muito importante aí, o cara se auto denomina “Rei do mundo”. Quando Cameron veio ao Brasil em 2010, tive a oportunidade de tietar o homem, e uma coisa tenho a dizer: ele é mala. Enquanto o elenco do filme foi super simpático, tirou fotos e conversou comigo, quando eu perguntei se ele podia parar por um segundo, ele me respondeu um simples “I’m sure that I don’t have time for this” (Com certeza eu não tenho tempo pra isso). Não estou dizendo que sou importante bagarai então ele devia ter parado pra falar comigo, não é isso. Só que será que ele é assim só com os fãs? O que eu estou querendo dizer é: se você não tiver cuidado, você cria inimigos dentro da academia, e tem coisa pior do que tomar pau da ex-mulher? (E convenhamos, ninguém caiu naquela de que ele estava torcendo por ela né? Bitch, please!)

Se você ainda não entendeu meu ponto, vou tentar explicar de maneira quase que minimalista como funciona a escolha dos vencedores. A academia é composta por várias pessoas, de diversas áreas que trabalham, ou já trabalharam na  indústria cinematográfica. Essas pessoas votam em cada categoria, os votos são contabilizados e  é registrado o vencedor, lindo né? Não. O problema é que as pessoas que trabalham com cinema não tem tempo de ir ao cinema. Pode parecer paradoxo mas é a mais pura verdade. Então os votos vão sempre para os amigos, para os filmes bons que eles conseguiram arranjar um tempo pra ver, ou para os longas e curtas que fizeram uma premier em Paris com tudo pago e champanhe caro à vontade.

Bom, mas o ano de 2010 foi só um exemplo, em 2012 não faltaram situações iguais, ou eu preciso realmente comentar o caso Muppets vs Rio? Ou até mesmo em 1976, quando Spilberg não foi indicado a melhor diretor por Tubarão, como o vídeo abaixo escancara a indignação do dono do E.T..

 

A única coisa que eu tenho a dizer é que é uma pena, um prêmio que tinha tudo pra dar certo, com o apoio de uma das maiores indústrias do planeta, acaba tropeçando nos méritos por conta dos egos. And the Oscar goes to…. hope, just hope.

Et l’Oscar est attribué à…

O Oscar 2012, ou como os pseudo-cults gostam de falar: o 84º Academy Awards. A festa que já foi eleita uma das mais chatas nos últimos anos, mas agora com certeza agitou… a Europa.

O ponto é que a premiação foi muito mais francesa do que estado-unidense. Os dois filmes que raparam geral foram: O Artista, filme mudo-francês que levou nada menos que as estatuetas mais importantes da noite (Melhor filme, Melhor ator, Melhor diretor) além mais outras duas técnicas (Melhor figurino e Melhor Trilha Sonora Original) somando 5 estatuetas; assim como Hugo Cabret, que levou 5 homenzinhos nas categorias mais técnicas (Efeitos Visuais, Fotografia, Direção de Arte, Edição de Som e Mixagem de Som). E adivinha só onde se passa o segundo filme? 5 pontos para a Grifinória se você falou França.

E as ligações com a terra do Croissant não pararam aí, quase todas as indicações tinham algo relacionado ao français. Por exemplo, o melhor roteiro adaptado foi para: Meia noite em… Paris. Um dos indicados à melhor animação foi Um Gato em… Paris. E basicamente todas as outras categorias tinham ou Hugo, ou o Artista indicados, isso quando os dois não competiam entre si. Hugo dominava as indicações, concorrendo a 11 estatuetas. A coisa tava num nível que certeza que serviram escargot no after party.

Bom, mas a lesminha da festa com certeza foi Brad Pitt: Moneyball foi indicado 6 vezes e não ganhou nenhuma. Ossos do oficio, Mr. Durden.

A lista dos indicados e premiados, feita pelo Omelete é essa aqui:

Melhor filme

  • O Artista
  • Os Descendentes
  • A Árvore da Vida
  • Histórias Cruzadas
  • A Invenção de Hugo Cabret
  • O Homem Que Mudou o Jogo
  • Cavalo de Guerra
  • Meia-Noite em Paris
  • Tão Perto e Tão Forte

Melhor ator

  • Jean Dujardin – O Artista
  • George Clooney – Os Descendentes
  • Brad Pitt – O Homem Que Mudou o Jogo
  • Demián Bichir – A Better Life
  • Gary Oldman – O Espião que Sabia Demais

Melhor atriz

  • Meryl Streep – A Dama de Ferro
  • Glenn Close – Albert Nobbs
  • Viola Davis – Histórias Cruzadas
  • Rooney Mara – Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
  • Michelle Williams – Sete Dias com Marilyn

Melhor ator coadjuvante

  • Christopher Plummer – Toda Forma de Amor
  • Kenneth Branagh –Sete Dias com Marilyn
  • Nick Nolte – Guerreiro
  • Max Von Sidow – Tão Perto e Tão Forte
  • Jonah Hill – O Homem Que Mudou o Jogo

Melhor atriz coadjuvante

  • Octavia Spencer – Histórias Cruzadas
  • Bérénice Bejo – O Artista
  • Jessica Chastain – Histórias Cruzadas
  • Janet McTeer – Albert Nobbs
  • Melissa McCarthy – Missão Madrinha de Casamento

Melhor diretor

  • Michel Hazanivicous – O Artista
  • Woody Allen – Meia-Noite em Paris
  • Terrence Malick – A Árvore da Vida
  • Alexander Payne – Os Descendentes
  • Martin Scorsese – A Invenção de Hugo Cabret

Melhor roteiro adaptado

  • Os Descendentes
  • A Invenção de Hugo Cabret
  • Tudo pelo Poder
  • O Espião que Sabia Demais
  • O Homem Que Mudou o Jogo

Melhor roteiro original

  • Meia-Noite em Paris
  • O Artista
  • Margin Call – O Dia Antes do Fim
  • Missão Madrinha de Casamento
  • A Separação

Melhor filme em lingua estrangeira

  • A Separação (Irã)
  • Bullhead (Bélgica)
  • Monsieur Lazhar (Canadá)
  • Footnote (Israel)
  • In Darkness (Polônia)

Melhor longa animado

  • Rango
  • Gato de Botas
  • Kung Fu Panda 2
  • Um Gato em Paris
  • Chico & Rita

Melhor trilha sonora original

  • O Artista
  • As Aventuras de Tintim
  • O Espião que Sabia Demais
  • A Invenção de Hugo Cabret
  • Cavalo de Guerra

Melhor canção original

  • “Man or Muppet” – Os Muppets
  • “Real in Rio” – Rio

Melhores efeitos visuais

  • A Invenção de Hugo Cabret
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
  • Gigantes de Aço
  • Planeta dos Macacos – A Origem
  • Transformers: O Lado Oculto da Lua

Melhor maquiagem

  • A Dama de Ferro
  • Albert Nobbs
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

Melhor fotografia

  • A Invenção de Hugo Cabret
  • Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
  • O Artista
  • A Árvore da Vida
  • Cavalo de Guerra

Melhor figurino

  • O Artista
  • Anônimo
  • A Invenção de Hugo Cabret
  • Jane Eyre
  • W.E. – O Romance do Século

Melhor direção de arte

  • A Invenção de Hugo Cabret
  • O Artista
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
  • Cavalo de Guerra

Melhor documentário

  • Undefeated
  • Hell and Back Again
  • If a Tree Falls
  • Paradise Lost 3: Purgatory
  • Pina

Melhor documentário de curta-metragem

  • Saving Face
  • God is the Bigger Elvis
  • The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
  • Incident in New Baghdad
  • The Tsunami and the Cherry
  • Blossom

Melhor montagem

  • Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
  • Os Descendentes
  • O Artista
  • O Homem Que Mudou o Jogo
  • A Invenção de Hugo Cabret

Melhor curta

  • The Shore
  • Pentecost
  • Raju
  • Time Freak
  • Tuba Atlantic

Melhor curta animado

  • The Fantastic Flying Books of Mister Morris Lessmore
  • Dimanche
  • La Luna
  • A Morning Stroll
  • Wild Life

Melhor edição de som

  • A Invenção de Hugo Cabret
  • Drive
  • Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
  • Cavalo de Guerra
  • Transformers: O Lado Oculto da Lua

Melhor mixagem de som

  • A Invenção de Hugo Cabret
  • Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
  • Cavalo de Guerra
  • Transformers: O Lado Oculto da Lua
  • O Homem Que Mudou o Jogo

True Story, Bro

Você está no banco, em uma daquelas filas intermináveis, até que BAM, um homem entra armado e fala que vai explodir tudo se você não passar a grana. Forçado? É, um pouco, mas com certeza isso já aconteceu com algumas centenas de pessoas. E o que fazem quando histórias desse nível de inesperado acontecem? Simples, antes mesmo do ladrão de bancos terminar o assalto, na livraria mais próxima já está um Best-seller contando a história de um dos sobreviventes e como foi traumática toda essa situação, e virando à esquina, o cinema mais próximo já adaptou o tal livro com George Clooney no papel principal.

É fato, a cada ano dezenas de filmes e livros “baseados em fatos reais” são produzidos, trazendo à tona boas histórias ou não. O ponto é que estou aqui, caro leitor, pra falar de algumas dessas obras, que surpreendem por terem realmente acontecido.

Vou começar com um especial pra aqueles que gostam de musicais. Chicago, o filme que fala sobre a penitenciária feminina e os crimes cometidos pelas mulheres que ali habitam foi  inspirado numa acusação real de homicidio à duas mulheres, as protagonistas, que no filme são representadas por Renée Zellweger e Catherine Zeta-Jones. Aposto que na cadeia elas não cantavam como cantam no filme e no teatro (pros que não sabem o filme só foi lançado depois de uma grande adaptação na Brodway), mas é super valido imaginar que cantavam, haha.

Outro sensacional que tinha que entrar aqui só vai ser familiar para aqueles que são um pouco mais hardcore no mundo do cinema, ou que tiveram aulas sobre história do video, da comunicação e etc (que foi o meu caso). O filme é O Encouraçado de Potemkin. Mudo e sem cores, foi lançado em 1925 e acabou entrando pra história por ser o primeiro filme a usar cortes de câmera, mostrando a mesma cena de vários ângulos diferentes, dando novas interpretações e até mesmo despertando novos sentimentos para o cinema. A trama gira em torno de um grupo de marinheiros que russos que em 1905 se rebelam contra o governo Czarista. O longa de Sergei Eisenstein conseguiu mostrar que a técnica de cortes funciona basicamente com uma cena, conhecida como Odessa Steps“, ou em português algo como “os degraus de Odessa” que hoje é considerada uma das mais importantes da história… Essa aqui de baixo 😉

O último longa que vou destacar aqui foi o que mais me surpreendeu por ter uma história real, que se relaciona com o Potemkin, mas eu explico logo embaixo. O filme é Anastásia. O fato é que quando a revolução russa aconteceu em 1917, Czar (aqui que se relaciona com o filme de cima) perdeu o poder, e não só ele, mas sua família inteira foi morta pelos Bolcheviques. E é aí que entra o filme, existe uma lenda urbana na Rússia que fala que Anastásia Nikolaevna Romanova, a filha mais nova de Czar, sobreviveu à revolução e é justamente nessa lenda que se inspira esse filme e uma outra versão live-action (com atores reais) de mesmo nome, que foi filmada em 1956.

Esses três são os que mais me impressionaram, mas existem váaarios muito muito bons,  como o premiado O Discurso do Rei, o curioso Aconteceu em Woodstock, e até mesmo já aconteceu de um trem com material radioativo ficar sem freios e invadir uma cidade no maior estilo Velocidade Máxima , dando origem à Imparável (2010) além do que já citamos de 127 horas. Falando nesse último, achei mais uma coisa surreal sobre a história do escalador, esquecido nas profundezas do youtube está um pedaço real do áudio de Aron Ralston, bom vou por aqui embaixo.

Por hoje é só pessoal, agradeço a visita, comentem, divulguem, e o mais importante, voltem sempre 😉

Restrospectivera

Feliz ano novo, leitores seletos! Agora que estamos em 2012, viemos falar sobre 2011. Será que você aproveitou mesmo o ano que passou? Será que descobriu tudo de novo que surgiu por aí? Nós sabemos como medir: será que você viu os 3 melhores filmes do ano? Ouviu os 3 melhores discos? Jogou os 3 melhores games? Descubra agora!

2011 foi o ano em que este blog nasceu e prosperou, com a ajuda de vocês. Ano que trouxe para o Brasil tantos shows de bandas internacionais como nunca se viu antes: Pearl Jam, Aerosmith, Paul McCartney! O cinema nacional continuou evoluindo, e Tropa de Elite 2 só aumentou seu sucesso. O boom tecnológico cada vez maior, e as novidades do mundo e lançamentos de jogos estão cada vez mais próximos de nós. O Bin Laden até morreu! Enfim, para celebrar, nós nos juntamos para testar você, leitor. Viemos apontar aqui o melhor do ano, na nossa humilde opinião.

Filmes: Que 2011 não foi o melhor ano da sétima arte é fato, principalmente quando se tem noção do que tivemos em 2010 e o que teremos em 2012. Mesmo assim dá pra salvar alguns longas desse ano arroz com feijão 😉

Sucker Punch: O filme anda sendo esquecido por grande parte das listas de fim de ano, mas tem zumbis, robôs gigantes, e os figurinos são um filme a parte, haha

Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2: Como já dissemos em Harry Fucking Potter, o filme foi um marco, não por si só, mas por representar o fim da era que acompanhou uma geração inteira.

Planeta dos Macacos: A Origem: Acho que ser por justamente um filme do qual nínguém esperava nada, se mostrou digno da franquia que sustenta, com James FrancoAndy Serkis, o filme vale ser visto.

 

Discos: Bandas antigas voltaram à ativa, artistas novos apresentaram ao mundo seu talento e se firmaram no cenário nacional. Tudo isso fez de 2011 um ótimo ano musical, e de 2012 um ano promissor.

Wasting Light – Foo Fighters: Já falamos bastante dele aqui, somos fãs. Esse álbum teve tanta divulgação que fez os fãs duvidarem, mas não decepcionou. Dave Grohl trouxe Pat Smear de volta à banda e o som ficou incrível.

Nó na Orelha – Criolo: Apresentou um gênio para todo o Brasil, fazendo-o sair do underground. Além disso, trouxe de volta a força do rap no cenário nacional.

Noel Gallagher’s High Flying Birds: Finalmente livre, o britânico juntou as composições reprimidas dos tempos de Oasis, fez um arranjo triunfal, soltou a voz e saiu por pubs e rádios a divulgar sua poesia. Ele será uma lenda no futuro.

 

Games: 2011 foi um ano próspero para games. Muitas sequências de aclamadas séries, vendas astronômicas e jogos que jamais serão esquecidos. É dificílimo escolher apenas 3 mas depois de muito tempo com a lista de todos os games de 2011 conseguimos fazer uma seleção e aqui está. Menções honrosas para Battlefield 3; Marvel vs. Capcom 3; Portal 2; Uncharted 3; Gears of War 3 e The Legend of Zelda: Skyward Sword.

The Elder Scrolls V: Skyrim: Amado por muitos, odiado por alguns, o RPG de mundo aberto da Bethesda Softworks mereceu com todo o louvor possivel o prêmio de Game of The Year 2011. Em que outro jogo dragões com inteligencia própria aparecem em vastas planícies e geladas montanhas para te matar? Genial não acham?

Mortal Kombat 9: A nova versão do clássico game de luta sangrento voltou com tudo. De volta com o estilo de luta 2D, Mortal Kombat 9 trouxe tudo que os fãs pediram: cenários clássicos, os famosos fatalities e é claro, MUITO sangue.

Call of Duty: Modern Warfare 3: Podem falar o que for. Não sou fanboy da série porque gamer de verdade não é fanboy de nada. Battlefield 3 realmente tem gráficos melhores e um combate mais estratégico mas nada supera as batalhas rapidas e sempre repletas de ação que a série Call of Duty proporciona. Um game que vende 6.5 milhões de cópais e arrecada mais de 400 milhões de dolares nas primeiras 24 horas não é pouca coisa.

 

Agora que nossa opinião foi dada, quem escolhe é você! Queremos eleger os primeiros lugares! E o que seria de uma eleição sem votos? Isso aqui é uma democracia (contrariando meu professor de fotojornalismo)!

Então vai lá, escolha e confira o resultado e a opinião do povão desse meu Brasil:

 

Pra qualquer xingamento, ofensa ou opinião contrária, é só comentar! Se tiver outros títulos preferidos, também nos conte, assim podemos medir o gosto de vocês. Agora é esperar os lançamentos do ano que vem, que prometem, já que vai ser o fim da humanidade, né. Beijo!