Especial Halloween: O Maior Freak do Mundo

Olá meus caros Veras, faz tempo que não tem um post novo aqui no Vera por um simples motivo: falta de criatividade. Essa falta de criatividade deu um tempo quando estava ouvindo novamente o episódio 131 do Nerdcast: Anatomia dos serial killers. Ao ouvir este episódio pensei “poxa, aproveitarei o Halloween e falarei desses insanos lá no Vera”. E cá estou eu escrevendo para vocês sobre um dos maiores freaks do mundo: Ed Gein!

Edward Theodore Gein nasceu em 27 de agosto de 1906 e morreu em 26 de julho de 1984. Ele foi a inspiração para os filmes “O Silêncio dos Inocentes“, “Psicose” e  “O Massacre da Serra Elétrica”. Fiz uma pesquisa básica sobre esse cara e posso dizer: é o maior freak que já vi na vida. Ele foi um homicida (mas condenado por apenas 2, e para ser caracterizado como serial killer são necessários 3 ou mais assassinatos de formas parecidas) e ladrão de lápide (sim, o cara violava túmulos) estadunidense. Embora tenha sido condenado por apenas duas mortes, ele é suspeito de ter matado dez pessoas no total. Tornou-se famoso quando descobriram que ele exumava cadáveres dos cemitérios locais e fazia “troféus” de partes deles.

Edward era filho de George P. Gein e Augusta Lehrke, ambos do Winsconsin. Ed tinha também um irmão mais velho chamado Henry G. Gein. O pai de Ed era um alcoólatra desempregado. Augusta odiava o marido mas continuava casada por questões religiosas. Ela não deixava estranhos interagirem com seus filhos, Ed até frequentava a escola mas sua mãe impedia qualquer tentativa que ele tentasse de ter amigos, ela era uma luterana fanática. Dizia que todas as mulheres, excluindo ela, eram prostitutas e que o sexo tinha um único propósito que era o da procriação. Ela reservava momentos durante a tarde pra ler trechos da Bíblia sobre morte, assassinatos e castigos divinos.

Ed tinha um jeito levemente efeminado, e era alvo de bullying pelos colegas de escola. Professores e colegas relembram de algumas esquisitices dele como por exemplo, rir sozinho como se tivesse lembrado de uma piada. Apesar da fraca interação social, foi um bom aluno de leitura e economia. Ed tentava agradar a mãe, mas esta raramente se sentia feliz com os filhos. Ela costumava insultá-los, acreditando que eles seriam um fracasso como o pai. Durante toda a adolescência  e parte da idade adulta, os dois rapazes só tiveram a companhia um do outro.

O pai de Ed morreu em 1940 por causa de uma taque cardíaco. Em 16 de maio de 1944, um incêndio atacou um dos celeiros da família e nesse incêndio, Henry morreu asfixiado. Augusta morreu em 29 de dezembro de 1945. Ed ficou completamente sozinho e permaneceu na fazenda, sustentando-se com estranhos empregos. Deixou todas as divisões tal como a mãe tinha deixado, e começou a viver num pequeno quarto ao lado da cozinha. Ed só utilizava este quarto e a cozinha. Ele começou a se interessar em livros de aventura e em revistas de culto à morte. Acostumou-se a fazer visitas noturnas aos cemitérios.

A polícia suspeitou do envolvimento de Ed no desaparecimento de Bernice Worden, em 16 de novembro de 1957. Entraram na propriedade de Ed à noite e descobriram o cadáver de Worden. Tinha sido decapitada, o seu corpo estava suspenso de pernas para o ar, os seus tornozelos estavam presos a uma viga. O seu tronco estava vazio, as suas costelas estavam separadas, tal como um veado. Estas mutilações ocorreram depois da sua morte, causada por vários tiros.

Entre as coisas encontradas na casa deles estavam:

  • Crânios humanos empilhados sobre um dos cantos da cama.
  • Pele humana transformada num abajur e usada para estofar assentos de cadeiras.
  • Crânios usados como tigelas de sopa.
  • Um coração humano (o local onde se encontrava é alvo de discussões: alguns afirmam que estava numa panela no forno, outros que estava num saco de papel).
  • Pele do rosto de Mary Hogan, proprietária da taberna local, encontrado numa bolsa de papel.
  • Puxador de janela feito de lábios humanos.
  • Cinto feito com mamilos humanos.
  • Meias feitas de pele humana.
  • Bainha de faca de pele humana.
  • Caixa com nove vulvas, que Ed confessou usar, sendo que a da mãe dele estava pintada de prata.
  • Cabeças prontas para exposição ordenadas
  • Uma poltrona feita de pele humana
  • 4 narizes
  • Um terno masculino inteiramente feito de pele humana
  • Uma mesa adornada com ossos de uma canela humana
  • Nove pulseiras de pele humana
  • Bolsas de pele humana
  • Dez cabeças de mulheres cortadas acima das sobrancelhas.
  • Calças de pele humana
  • Quatro cadeiras onde a palha foi substituida por pele humana entrelaçada
  • Camisas femininas de pele humana
  • Uma cabeça pendurada em um cabide

Ed confessou ter desenterrado várias sepulturas de mulheres de meia idade, que se pareciam com a sua mãe. Ele levava-as para casa, onde ele bronzeava as peles. Ed negou ter tido relações sexuais com os cadáveres, porque, segundo ele, estes “cheiravam demasiado mal”. Art Schley, um dos policiais que interrogou Ed, o agrediu fisicamente, esmurrando a sua cabeça e empurrando o seu rosto contra um tijolo, o que tornou o primeiro depoimento de Gein inadmissível. Schley morreu com um ataque cardíaco um mês depois de testemunhar no julgamento de Ed. Os seus amigos afirmam que Schley estava traumatizado pelo horror dos crimes.

Gein foi dado como mentalmente incapaz de ir ao tribunal. Passou boa parte de sua vida no Central State Hospital, que mais tarde se tornou numa prisão. Ele foi transferido para Mendota State Hospital em Madison, Wisconsin. O julgamento começou a 14 de Novembro e durou uma semana. Ele foi considerado não culpado devido à insanidade. Ed passou o resto dos seus dias num hospital psiquiátrico. Enquanto Ed esteve detido, a sua casa foi incendiada e o carro que Ed usava para transportar as vítimas foi vendido em 1958 (tem louco pra tudo).

Ed morreu a 26 de Julho de 1984, vítima de falha cardíaca e respiratória, devido a câncer, no hospital Mendota Mental Health Institute. Sua lápide foi, por um bom tempo, vandalizada. Pessoas pegavam pedaços para usar de “recordação”. Ela foi roubada e devolvida no ano seguinte, depois foi levada para um museu em Wautoma, Wisconsin.

É isso meus queridos Veras, esta é a biografia da pessoa mais insana que eu já ouvi falar. Espero que tenham gostado deste especial de Halloween. No mais, nada mais.

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The good days are over

Ninguém nunca acreditou quando eu disse que eles não eram apenas uma lenda. Enfim, agora os que não acreditavam estão mortos mesmo, não faz mais diferença.

Tudo começou há umas duas semanas. Os jornais diziam que era um novo tipo de ataque terrorista, diziam que estavam usando armas biológicas. Isso não me parecia ser ataque terrorista, até porque, acontecia no mundo todo, inclusive no Oriente Médio. Estou aqui na Moóca há 12 dias. Embora não morasse neste bairro, meus pais sempre viveram por aqui, conheço bem o lugar. Aproveitei esse conhecimento todo pra achar um bom lugar para ficar. Encontrei uma mercearia na Rua Juventus perfeita pra ficar: água, comida, utensílios e além disso, havia uma boa casa nos fundos. Tinha tudo o que eu precisava, só faltava uma boa arma agora. Ao revirar a casa atras de algo para me defender, acabei encontrando uma Desert Eagle, também conhecida por ser uma das pistolas mais potentes embora só coubesse sete balas por pente. Logo que encontrei a arma, ouvi gritos de socorro por perto. Percebi que se tratava de uma mulher e três filhos a umas duas casas ao lado. Olhei pro telhadinho da casa e escalei, alcancei a casa onde ela estava encurralada por duas criaturas disformes, tinham uma aparência humanoide embora estivessem com os corpos apodrecendo. Elas emitiam grunhidos e gemidos enquanto tentavam alcançar a mulher com seus braços. Sem pensar nas consequências, atirei nos dois bem na cabeça, parando eles na mesma hora.

Ela me disse que, nem ela nem seus filhos, haviam sido mordidos. Ela se chamava Alice e me contou um pouco mais sobre sua vida e sobre seu marido chamado Rogério. Ele voltaria de uma viagem marítima em pouco tempo, temia pela vida dele. Os disparos que eu dei atraíram muitos das criaturas, tivemos que fugir pelos telhados, em uma das casas encontramos mais sobreviventes, um grupo de uns vinte mais ou menos.

No meio a toda a confusão, ouvimos vozes humanas e o som de um carro se aproximando. Era Rogério com mais dois parceiros, eles estavam em perigo, resolvi ajudá-los. Peguei minha pistola e pulei o muro da casa, quando eu os avistei, zumbis estavam indo ao ataque, com um disparo certeiro eu o derrubei. Eles me olharam com espanto perguntando “Porque você matou este homem?”, eu, com um sorriso sádico perguntei-lhes “Que homem?” neste momento eles perceberam o que estava acontecendo. Eles se apresentaram, um deles era sim Rogério, o marido de Alice. Os outros dois se apresentaram como Yuri e Thiago. Yuri não tinha mais família, diferente de Thiago que procurava por sua esposa. Levei eles ao mesmo esconderijo onde eu estava. Rogério se emocionou ao ver sua esposa e filhos. Tentávamos consolar Thiago, mas no fundo sabíamos que nada que falássemos consolaria a dor de ainda não ter encontrado sua família.

Ao cruzar olhares com Yuri, percebi que ele também estava apreensivo. Ele tinha a mesma preocupação que eu, ambos sabíamos que ali não seria seguro por mais tempo. Nossos recursos estavam se esgotando, nossa munição era escassa e cada vez mais dessas criaturas iam se aglomerando na região. Enquanto pensávamos, ouvimos um grito vindo da entrada do esconderijo. Zumbis haviam invadido e já haviam mordido alguns dos sobreviventes. Eu, por não ter ninguém para defender, peguei minha pistola e fugi. Fugi para a casa dos meus pais. Existia uma chance de eles ainda estarem lá, pequena, mas existia.

Ao chegar na porta da casa, a decepção e a dor vieram misturadas. Meus pais haviam sido mordidos e estavam presos dentro de casa. Tornaram-se serem disformes, sem vontade própria, movidos por uma fome insaciável e incontrolável. Sabia o que devia ser feito, mas saber que eram meus pais ali na minha frente me impedia de fazer o que eu devia, não queria atirar neles.

Olhei para eles, peguei minha arma, percebi que só tinha uma bala ainda. Nessa hora uma gota gelada de suor passou pela minha testa, olhei para cima esperando ver um sinal. A única coisa que vi foi meu corpo caindo, segurando a arma sem balas e Zumbis rodeando meu corpo morto.

Este conto foi produzido em parceria com The universal corporation of an autonomous person OzInutil. para saber mais sobre Yuri e ler outro lado deste conto clique aqui.

Neste Dia das Crianças, presenteie suas lombrigas

Eu, como todo bom gordinho, tenho aquela certa compulsão por tudo que contém cacau ou uma quantidade exorbitante de açúcar. Chocolates em geral são um perigo comigo, eu nunca consigo comer apenas uma parte de uma barra de chocolate, quando eu vejo, ela já se foi e eu estou querendo outra.

Foi com essa vontade toda de um doce que eu acabei descobrindo algo que fez meus olhos arregalarem e minhas lombrigas saltarem e se socarem frenéticamente como se estivessem em um bate cabeça. Eu encontrei uma receita de… rufem os tambores… KIT KAT GIGANTE! Sim, meus Veras, o pequeno tijolinho de chocolate da Nestlé que custa caro pra cacete, mas que, pelo menos compensa com seu sabor sem igual. O melhor de tudo? A receita é MUITO simples! Eu ainda não fiz, mas já estou com os ingredientes aqui em casa pra fazer esse final de semana mesmo.

A receita é a seguinte:

Ingredientes
750 g de chocolate ao leite
250 g de biscoitos waffle de chocolate

Modo de fazer
1. Derreta 150 g do chocolate.
2. Coloque o conteúdo derretido em um recipiente e deixe esfriar até firmar.
3. Distribua os biscoitos waffle sobre a camada.
4. Derreta o restante do chocolate e despeje sobre os biscoitos.
5. Espere esfriar até firmar novamente.
6. Desenforme com cuidado e decore à vontade.

Pronto, simples assim e demora apenas 20 minutos pra fazer.

Espero ter agradado nossos leitores chocólatras. Se vocês fizerem a receita, escrevam aqui nos comentários dizendo como ficou e o que acharam.

P.S.: Não se esqueçam de entrar aqui e votar muuuito pra ver o seu amado Vera no Planeta Terra, precisamos de toda a ajuda possível.

Planeta Vera

Olá, meus queridos Veras. O post de hoje é rápido, curto, mas de extrema importância!

Logo nos primeiros posts desse pequeno blog, ficou bem claro que a gente queria ter conseguido os ingressos para o Planeta Terra, e não conseguimos por causa dos cambistas da rápida vendagem e consequentemente o esgotamento dos ingresos do festival. MAS eis que um belo dia, acontece um pequeno milagre. A organização do festival abriu uma promoção, onde alguns ingressos seriam disponibilizados! OMFG! Entramos meio desanimados, só por desencargo de consciência, mas entramos. E adivinha? Chegamos até que longe! E se VOCÊS nos ajudarem, o blog do Elvis que vocês tanto amam vai cobrir o show e trazer o máximo de informação (e quem sabe algum brinde) do jeito que a gente sempre faz! 🙂

Como vocês podem ajudar? Fácil, clique aqui e vote LOUCAMENTE (vamos aproveitar que não tem limite de votos!). O único problema é que o site fica falando que você digitou a combinação errada, mesmo quando você digita a certa, mas provavelmente os caras já devem estar arrumando isso.

Bom, o fato era esse, agradeço desde já quem votou, e é pra continuar votando! Porque se o Vera ganhar, a gente vai dar pra vocês……. tá, eu não sei ainda, mas pode rolar alguma coisa! E sim, esse post é uma súplica desesperada de fãs apaixonados!

Beijão galera, e por hoje é só 😉

Um problema a menos: um comparativo das alternativas que a cidade oferece para os estudantes

Entrar na faculdade é uma grande conquista para qualquer jovem, digno de muita

comemoração. Mas, cedo ou tarde, a hora de estudar chega. Nos vemos em meio a
anotações, apostilas, cadernos e livros enormes. Uma das maiores preocupações
em meio a isso tudo é com relação ao dinheiro. No começo, o estudante ainda não
tem condições de conseguir um estágio, e pode depender financeiramente dos
pais. Os livros didáticos em sua maioria são caros, principalmente pelo grande
conteúdo que ele pode trazer, e somando todas as matérias, o saldo no fim do
semestre pode ser negativo. Mas será que não há nenhuma alternativa para isso
tudo? Muita cultura está livre pela cidade, ou pelo menos a um preço acessível,
e existe sim como driblar as despesas, mas descobrimos que nem todos sabem
aproveitar.

Avenida Paulista. Tráfego intenso de pessoas e carros em sua superfície, e também
abaixo dela: são três estações de metrô, alguns cinemas e livrarias que se confundem e confundem a quem não conhece a maior avenida do país e suas peculiaridades. No encontro com a Rua da Consolação, existe um túnel subterrâneo que em vez de dar espaço para vagões, dá para cultura: um sebo. A associação se chama Via Libris, mas é mais conhecida como “A Passagem”. Mantido por Odete Machado, presidente da associação, o sebo existe há 6 anos e sempre arruma um jeito de renovar seus produtos. “Aceitamos doações, que geralmente vem de grandes escritórios. Compramos pouco, já que esses livros didáticos ficam desatualizados rapidamente. O que a gente não usa, damos para reciclagem”, explica Odete. Além de um grande acervo de livros didáticos, paradidáticos e clássicos da literatura, a passagem também reserva um espaço para exposições de arte. Todo mês, um artista diferente da própria comunidade expõe seus trabalhos e pintura ou escultura. Sobre a fama de sua galeria, Odete nos mostra todo o seu desprendimento e despreocupação. “Todo mundo aqui vive uma vida muito simples, não temos carro nem cartão de crédito. Não fazemos concorrência com grandes livrarias, aqui a linguagem é outra. Muita gente aparece aqui embaixo só porque estava perdida lá em cima”. A Via Libris funciona todos os dias, até as 22h.

Vanessa Gimenez, 18, é estudante de Direito na Universidade Mackenzie, e é uma das que mais sofre com isso tudo. A própria universidade conta com grandes bibliotecas
e um bom acervo disponível para aluguel pelos alunos, mas o curso tem uma bibliografia básica extensa, e não permite hesitação. Assim, após fazer uma breve pesquisa, ela comprou seus livros em uma grande livraria. “Como a maioria são coleções,  é importante para o primeiro ano. Com certeza é mais prático ter o livro em casa do que ficar renovando na biblioteca”, afirma. Quanto aos sebos, também não foram esquecidos. “Cheguei a ir em dois sebos aqui perto, mas não achei o que queria. Procurando a internet vi que só encontraria naqueles enormes do centro”.

Nós listamos alguns livros essenciais para a vida acadêmica e fomos pesquisar
preços e disponibilidades, e encontramos grandes contrastes, mas também boas alternativas. O livro “Ética a Nicômaco” de Aristóteles, por exemplo, custa em média R$ 35,00 na renomada Livraria Cultura da Av. Paulista. “Temos de tudo aqui, é só procurar na sessão certa”, nos diz uma atendente. Em um sebo, pode-se achar o mesmo volume por R$ 15,00. Já “Direito Civil Brasileiro” de Carlos Gonçalves, custa em torno de R$ 90,00 nas livrarias, mas existem 14 exemplares disponíveis de graça na biblioteca do Mackenzie, e apenas dois estão alugados.

Vivemos no século XXI, que pode ser um caos completo na cidade de São Paulo algumas vezes. Nem por isso podemos nos esquecer do que nos é oferecido por direito. Seja por programas do Governo ou simplesmente iniciativas de gente que quer
fazer o bem para sua comunidade, quem precisa sempre encontrará alternativas. Desse modo, os estudantes podem ficar um pouco mais aliviados, e sofrerem apenas nos estudos, e não mais no bolso.