Mais que um grupo de humoristas, um estilo de humor


No ramo humoristico, todos os grandes nomes têm seus próprios trejeitos, falas próprias, estilos de piadas. Exemplos desses comediantes são Jerry Seinfeld, Chris Rock, os brasileiros Rafinha Bastos e Ronald Rios, entre outros. Porém todos estes grandes humoristas seguiram certas “escolas” de humor, a grande maioria acabou indo pro Stand-up comedy, genero de comédia muito popular atualmente. Porém, algo que eu duvido que muitos de vocês saibam é que antes de todos estes, antes de todo o Stand-up, antes de tudo que vocês conhecem por humor, um grupo apareceu e fez com que muitas pessoas chorassem de rir. Sim, Veras, estou falando do melhor grupo de humoristas do mundo. MONTY PYTHON!

Tá… depois dessa minha abertura apaixonada, explicarei um pouco a vocês quem eles foram. Monty Python era um grupo de comediantes britânicos que faziam o programa “Monty Python and the Flying Circus” que foi ao ar pela primeira vez em 5 de outubro de 1969. Como série televisiva na BBC, consistiu de 45 episódios divididos em 4 temporadas. O grupo não para por ai, ainda com o nome de Monty Python, fizeram filmes, programas especiais, livros, programas de rádio, enfim, uma porrada de coisa além de lançar todos seus integrantes ao estrelato.

O grupo era composto inicialmente por  Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin e Terry Jones, depois de um tempo, Terry Gilliam, cartunista que trabalhara na revista Mad, juntou-se ao grupo para fazer algo que seria uma marca no grupo: animações extremamente bizarras  feitas com recortes e outras coisas non-sense (me sinto na obrigação de citar que o gênio da literatura non-sense, Douglas Adams, escritor de “O guia do Mochileiro das Galaxias” escreveu varias das sketches junto com o grupo).

O nome “Monty Python” foi escolhido pelo simples fato que eles o consideraram engraçado. No documentário “Live at Aspen”, de 1998, o grupo revelou como o nome foi escolhido. Monty veio em tributo a Lord Montgomery, um lendário general britânico da II Guerra Mundial. Python surgiu pois eles decidiram ter uma palavra que também soasse evasiva, e essa encaixou-se perfeitamente.

O grupo fez, assim como citei no começo, varios filmes, entre eles “Em Busca do Cálice Sagrado” de 1975, considerado até hoje, um dos melhores filmes britânicos da história. O filme basicamente começa com o Rei Arthur andando a cavalo (mentira… seu parceiro apenas estava batendo cocos para fazer som de cavalo) em busca do calice sagrado, a partir daí, situações como a luta com o Cavaleiro Negro, a bruxa mais leve que um pato, os cavaleiros que falam “NI”, a discussão da ponte e o debate nos campos sobre “como é falho um rei ser decidido porque tirou uma espada de uma pedra”  tornam o filme uma obra GENIAL, sendo até hoje lembrado com muita nostalgia por todos os fãs.

Além de “Em Busca do Cálice Sagrado” fizeram também “A Vida de Brian” que seria resumido basicamente em “Brian veio ao mundo no primeiro Natal, perto do estábulo em que também nasceu Jesus. Ele passa o resto de sua vida sendo confundido com um messias”. Olhando assim é bem sem graça, porém, as situações onde as pessoas pensam que ele é o Messias são HILÁRIAS!! Melhor nem tentar descrever mais este filme, ele é indescritivel, não se pode fazer uma resenha sobre ele, apenas quem já assistiu sabe o quão genial ele é. Recomendo a todos, sem exceção.

Além dos filmes citados acima eles também fizeram: “Erik, O Viking” (1989); “Jabberwocky – Herói por acidente” (1977) e “O Sentido da Vida” (1983). Sendo os dois primeiros, filmes mais sérios, com uma história mais “roteirizada”, enquanto o “O Sentido da Vida” volta ao estilo “pastelão” de ser.

Uma grande curiosidade é que o termo “spam” usado atualmente como uma “mensagem que é repetida inumeras vezes” acabou sendo “criado” a partir de um sketch deles. Spam na verdade significa spiced ham, um tipo de carne enlatada, algo como um presunto temperado. O sketch começa  em um bar cheio de vikings quando um senhor e uma senhora descem flutuando (sim, Veras, flutuando!) e perguntam para a atendente o que teria no menu. A infeliz da atendente dá MILHARES de opções… e TODAS tem o maldito spam, mas a infeliz repete TANTAS vezes essa palavra que torna-se irritante! Quando pessoas começaram a usar a internet e essa prática de mandar mensagens repetidamente começou a ser usada, adotaram essa expressão.

Outra curiosidade é que em nenhuma das piadas e sketchs deles foi usado o recurso de punchline. O punchline é a hora que a graça da piada aparece. Um exemplo disso são as piadas sobre “Joãozinho” onde o punchline é normalmente a ultima frase, a hora em que todos nos rimos. Monty Python não tem punchline pelo simples fato de transformarem a situação toda em piada. Quando eles, durante as gravações, achavamm que uma piada não estava dando certo, eles sempre colocavam um policial entrando em cena e colocando a mão no ombro de um deles. Um exemplo dessa aparição do policial acontece no sketch da Argument Clinic. Tudo isso são aqueles detalhes que apenas os fãs percebem e que dão todo um sentido especial para a piada.

Aqui abaixo colocarei alguns dos quadros mais famosos deles para vocês terem uma noção do quão non-sense eles são.

Dead Parrot: Um homem (John Cleese) vai a uma loja de animais para reclamar que o papagaio que ele comprara está morto, enquanto o dono da loja (Michael Palin) tenta provar que o papagaio está apenas descansando.

Silly Job Interview: Originalmente pertenceu à antiga série de John Cleese, “How to Irritate People”, mas foi refilmado e reusado no Flying Circus. Mostra um homem (Graham Chapman) indo a uma entrevista de emprego na qual o entrevistador tem idéias absurdas.

How Not To Be Seen: Mostra como não ser visto e o que pode acontecer se você for visto.

Argument Clinic: Mostra um homem (Michael Palin) que vai a uma clínica na qual se vai para ter uma discussão.

Menções Honrosas para os sketchs: Ministry of Silly Walks, The Philosophers’ Football Match e The Funniest Joke in the World.


Infelizmente em 1989, Graham Chapman morreu devido ao seu vicio em bebidas e a um raro câncer de medula espinhal, porém, vocês realmente acham que um humorista deveria ter um enterro comum, sério e triste? Alguns até podem pensar que sim, mas, para nossa sorte, John Cleese e o resto do grupo não concordam com isso, e coloco abaixo a homenagem que eles fizeram a seu finado companheiro e amigo durante o velório.

É isso mesmo Veras! Eles conseguiram fazer um Stand-up em um VELÓRIO! e fizeram com que TODOS rissem deles! Realmente, alguém que faz isso, só pode ser considerado um dos maiores grupos de comediantes da história.

Fica aqui então a minha homenagem a este grande grupo de humoristas que conseguem tirar risadas de mim e de muitos até hoje e que provavelmente, continuarão fazendo isso por um bom tempo. Espero que tenham gostado e que tenham dado muitas risadas com post de hoje.

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