Desafortunados

Tá na Bílbia: “Desafortunados os que nunca sabem para onde vão…”. Que nada, Jesus! Desafortunados são esses caras que eu vou falar aqui, vejam que vidas tristes as deles. To falando de backing vocal, uma técnica musical muito usada e conhecida, e uma das mais adoradas por mim. Além de deixar a música muito mais bonita e bem trabalhada, oferece uma série de possibilidades para variações na hamonia e melodia. Para o Wikipedia, “é a função de um integrante, ou apenas convidado, de uma banda musical para cantar em parceria com o vocalista principal”.

Agora, nem todo mundo tem assim disponível um segundo cantor, concorda? O que fazer, tirar esse recurso da música? Não, esses homens deixaram o orgulho de lado e fizeram backing vocal para si mesmos!

Deve ser por falta de outro talento vocal na banda… ou será egocentrismo de Michael Stipe? O vocalista colorido do R.E.M. é um dos pobres homens tratados nesse post. Mas não é que ficou bom aqui em Animal? Ele canta muito né, às vezes foi até melhor assim. Vale lembrar que a banda anunciou seu fim recentemente, então corre lá pra conhecer a discografia dos caras antes que eles se tornem uma lenda intocável e sejam colocados pelos fãs em um pedestal que separa o normal do “cult”.

Esse é o Rei da solidão. Noel Gallagher merece. Em sua ex-banda, Oasis, ele sempre foi o compositor principal, mas cedia a maioria das músicas para que seu irmão Liam cantasse equanto ele fazia o vocal de apoio, essencial em suas músicas. Com o tempo ele foi ganhando espaço e se tornou o vocalista principal de muitas músicas. O problema é que Liam não costuma tocar nenhum instrumento (além de sua meia-lua), e bom, já falei do temperamento dele e sua relação com o irmão nesse post aqui. Ele nunca faz a segunda voz, nas músicas que Noel canta, ele simplesmente some do palco por alguns minutos. Ouçam Talk Tonight, chega a ser engraçado.

Pois é… pra quem tá começando, não tem outro jeito, gravações caseiras forçam a pessoa a editar suas músicas e adicionarem sua própria voz ao fundo quando necessário. Mas mesmo pra quem já tá há muitos anos na carreira, essa também pode ser a única solução, caros Veras. A verdade é que a boa música e a emoção devem ser prioridade, o resto tem que ser superado. Triste né Jesus?!

Just “Facebook”, it’s cleaner

Olá meus queridos Veras. Quem leu o título dessa matéria e viu A Rede Social (do Fincher) ligou uma coisa à outra. A frase é dita no filme com o contexto de que antigamente o site se chamava “thefacebook” e em uma troca de diálogos se decide tirar o “The” e deixar apenas o nome como conhecemos hoje. Só que o cleaner daqui vem com outro sentido, o sentido de spam, e o correntes.

Acontece que com o filme, muita gente que não conhecia o site começou a acessar, e como tudo que acontece rápido e em massa… isso deu errado. A nova população da rede social azul e branca, migrou de sites como o Orkut, e em vez de trazer as coisas do site que empolgaram a infância de muito marmanjo, e praticamente desvirginaram o país em questões de webnetworks, a galera veio em massa trazendo as piores coisas que o Orkut tinha.

“Meu nome é Samara, tenho quatorze anos, ou melhor, teria…”. Essa é uma frase super reconhecível pra qualquer um que cresceu usando o Orkut, essa é só mais uma entre as muitas correntes, que podiam ser temidas por alguns, mas eram odiadas por todos. E o que se pensa quando ocorre a migração entre o popular roxinho e o gringo azul? As correntes vão sumir né? Afinal o pessoal vai ficar ocupado demais jogando Farmvile! NOT! As correntes voltam, só que dessa vez disfarçadas de dois jeitos:
O primeiro é o menos pior, é divertido quando colocado com criatividade, e pode ser até inesperado se a pessoa quiser inovar nas respostas. É o já famoso “Cole no seu mural se…”. Esse é facilmente consertável, ninguém vai te achar chato por usar isso uma vez ou outra, mas TODA HORA NÃO! Alguns profiles ficam tão sobrecarregados disso que parecem aqueles twitters de piada e cantada, que repetem exatamente A MESMA coisa todo santo tweet! Galera, moderação né?
o segundo é quase triste. São as piadinhas internas que as meninas fazem. Com certeza você leitor já viu alguma e você leitora infelizmente já fez alguma dessas, como as famosas polegadas, bebidas, cores e etc. Meninas, sinceramente vocês não acham mesmo que isso é pelo câncer de mama né? Vamos falar sério, vocês fazem isso pra deixar os meninos curiosos e só. O único ponto é que existem duas coisas que sempre vão acontecer: 1) alguma menina vai contar. Consequantemente: 2) vai parar no Google. Então eu peço, pelo bem de vocês mesmas, parem com isso! Mas, como eu sei que mentade das meninas nem até aqui leu, e a outra metade está revirando os olhos nesse exato momento. Tenho a plena certeza que tudo isso vai continuar, e o que eu vou fazer? A única coisa possível, ajudar o lado testosterona da força a entender pelo menos as piadinhas mais clássicas:

Vou explicar as duas mais famosas:

Polegadas: essa é super deduzível, as meninas faziam essa pra brincar com o trocadilho de sapato grande e sapatão (é, eu sei…) então se você ver um “36 polegadas” a jovencita usa número 36… agora se você ver um “18 polegadas“, aí a coisa toda muda, a menina tá se referindo ao peguete/ficante/namorado/qualquer-coisa-que-envolva-o-documento-do-amiguinho, não precisa explicar né?

Bebidas: Esse aqui era menos fácil de acertar, mas o oráculo nos ajudou e nos trouxe a pedra fundamental, que trazia as seguintes informações: Tequila: Estou solteira / Rum: Eu sou uma mulher “touch and go” / Champagne: Eu sou uma mulher compromissada (noiva) / Redbull: Eu sou uma mulher em um relacionamento / Cerveja: Eu sou uma mulher casada / Vodka: Eu sou a “outra” / Sprite: Eu sou uma mulher que não consegue encontrar o homem certo / Whisky: sou uma mulher simples, mas com amigos que não param de festejar / Licor: Eu sou uma mulher que queria estar solteira / Gin: Eu sou uma mulher que quer se casar.

Existem muitas, mas muitas mesmo, então nem vou tentar colocar porque sempre vão ficar faltando várias. Mas existe um grupo no Face que foi criado só pra divulgar essas brincadeirinhas, pra acessar é só clicar aqui.

Pra que saber dessas brincadeiras velhas? Há, simples, porque o novo facebook está chegando, e mais stalker do que nunca! Nele você vai poder ver tudo o que seus amigos escreveram (isso tudo dividido por ano, meses e dias). Ou seja, aquela brincadeirinha que sua amiga fez a dois anos atrás revelando altas coisas prazamiga voltarão à tona. By the way, o site do Zuckerberg tá com um erro na programação que permite que você já mude pro novo Facebook e edite tudo que você quer antes que ele vá ao ar. Esse vídeo explica tudo:

Bom, é isso, espero que ajude alguns homens a entender um pouco mais o que tá acontecendo na internet, e algumas mulheres a pararem com isso… Brinks, pode continuar, rende post e é super divertido descobrir o podre alheio haha. Beijos para todos e até 😉

Don’t try this at home, I’m a professional russian

Assim como todos vocês já devem ter percebido, tenho um certo fascínio por zumbis. Um dos pontos que mais me deixa fascinado sobre um apocalípse zumbi é a possibilidade que eu teria de usar armas de fogo de altíssimo calibre sem nem ligar para leis ou muito menos se os zumbis iriam reclamar.

Outra grande paixão minha são jogos de guerra. Jogos como Duke Nukem, Doom, Battlefield, Wolfenstein, Call of Duty, enfim, todos nesse estilo sempre me chamaram a atenção, desde pequeno mesmo. Mas o que me chamava a atenção nesses jogos? As armas! Sim, meus caros Veras, eu tenho um certo apreço por armas de fogo. Sei também que são umas das piores invenções do homem, junto com o funk e a piada do “pavê ou pacumê”. Nada que possa tirar a vida de outro ser humano pode ser considerado algo bom, mas mesmo assim, não consigo deixar de olhar para armas em filmes, games e videos com um certo fascínio por toda sua engenharia mortal.

Em uma quinta-feira tediosa eu entrei no site Jovem Nerd pra ver o novo episódio do NerdOffice (vlog semanal deles) e eis que eu vejo o melhor canal do youtube até agora (logo depois do Epic Meal Time, Ray William Jhonson e do Cabine Celular). O canal que venho hoje falar para vocês é o FPS Russia!

Kyle Myers é um americano de 25 anos, conhecido por ser o dono do canal FPS Russia. Ele começou o canal em abril de 2010. Ficou conhecido por fazer vídeos usando armas reais pra desmentir filmes e jogos. a parte do “Russia” é por causa do ex-chefe russo dele em uma concessionária onde trabalhava.

No começo, Kyle não precisava desembolsar muito dinheiro porque já tinha uma grande coleção de armas. Ele cresceu em uma fazenda na Georgia (que aliás, é o local GIGANTE dos seus vídeos) onde aprendeu a atirar junto com seu pai. Atualmente ele não gasta dinheiro mais com as armas já que ele pega de donos de lojas e, em troca, divulga o site deles nos videos.

Agora chega da história do cara e vamos ao que importa. O cara tem mais de 70 videos todos eles demonstrando desde M16, Desert Easgle, Ak-47, lança-chamas até uma MINIGUN! Sim, meus Veras, uma minigun é uma daquelas armas rotatórias, estilo as que ficam em helicópteros. O cara é simplesmente a pessoa com maior chance de sobreviver a um apocalípse zumbi (depois de mim, é claro) do mundo. O melhor de tudo? O cara é cheio de videos atirando em posters e cartazes do Justin Bieber. Perfeito não?









Espero que tenham gostado do post de hoje. Inscrevam-se no canal do nosso amigo “Dmitri” e lembrem-se “Don’t try this at home, i’m a professional russian” e como sempre “Have a nice day”.

Maus: nazismo em quadrinhos

Se você não sabe, o alemão é uma lingua anglo-saxônica. E tem por isso uma semelhança, principalmente na pronúncia, com o inglês. Então eu te desafio, caro leitor: que palavra em inglês Maus te remete? 10 pontos para a Grifinória se você disse Mouse. E é estremamente importante para esse post saber que a palavra que parece ser o oposto de “bons” é apenas “rato” em alemão.

Passado o momento poliglóta vou me direcionar um pouco. Hoje vou mais uma vez dar uma dica de livro pra vocês, mas dessa vez o livro é contado não só por letras e linhas, mas também por quadros e imagens.

Não vou cair no clichê nerd de dizer que HQs não são HQs, são Grafic Novels, acho que hoje em dia um rótulo não pode valer mais do que um conteúdo. Mas chamar Maus de gibi, também não seria conveniente. Gosto de me referir à obra como um livro, não por achar que gibis não podem ser bons (longe disso!), mas pelo fato de ser como livro que ela me conquistou. Seus desenhos são importantes, mas suas falas que emocionam, sempre curtas, sempre marcantes. Apesar disso, o que realmente impressiona em Maus é como o autor, Art Spiegelman, consegue deixar as imagens em segundo plano e justamente revolucionar a literatura… com as próprias.

Digo isso porque a história do livro não é reveladora, surprendente ou coisa do genêro. Muito pelo contrário, o “livro” iria fazer parte da gigantesca corrente judáico-estudounidense que domína as mídias comunicativas desde o final da Segunda Guerra se não surprendesse na maneira que retrata a vida de Vladek Spiegelman.

Os sobrenomes não são iguais por coincidência, a obra é a história do pai do autor, que sentiu na pele o lado judeu do Holocausto. Mas qual é o grande diferencial de Maus que eu tanto falo? Simples, porém genial. Art quando resolveu ilustrar os personagens de seu livro, escolheu substituir pessoas por animais. A conclusão? Uma sensação totalmente nova sobre como eram as relações multiculturais da época. Poloneses judeus são ratos (Há! você achou o porque do título), Alemães nazistas são gatos (dá pra entender o porque né?), Estadounidenses, cachorros, e assim por diante. Spielgelman ilustra situações que fazem sua cabeça girar, quando as atitudes e a trama fazem você realmente acreditar que ali são apenas animais, ele coloca um rato no meio da comida dos judeus, só pra te lembrar que ali são na verdade pessoas… apenas agindo como animais.

Outra coisa que marca Maus é que a narrativa vai desde antes do Holocausto até basicamente os dias atuais, mas sempre te prendendo de forma que vai fazer você ter que parar de ler alguns momentos para não ficar mal, e até mesmo chorar em alguns techos.

Art Spiegelman faturou com a obra dez prêmios de grande nome mundial. Entre eles um Pulitzer (o prêmio maior quando se trata de jornalismo e literatura) e um Eisner (o maior do mundo quando o assunto são HQs), mostrando para o mundo todo que Maus não era só mais uma histórinha, e sim um novo clássico contemporâneo.

Bom é isso por hoje, espero que meus amados Veras gostem dessa obra-prima e que aprendam um pouquinho mais sobre a minha matéria favorita na época da escola: História.

Trabalho de pesquisa: o popular e o essencial

Descobri um novo método de arrumar assuntos para postar aqui: epifania. Tive outra, e dessa vez ao olhar pros meus livros. Você já deve ter ouvido falar de 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer, livro em que Micheal Lydon, editor e co-fundador da revista Rolling Stone, e mais 90 jornalistas e críticos do mundo inteiro listam, por época, 1001 álbuns essenciais para qualquer fã de música de verdade. Os caras entendem mesmo de música, e fazem um apanhado geral de história de 1001 trabalhos, sem preconceito de estilo ou nacionalidade, mas com o critério da qualidade.

Você também já deve ter ouvido falar da Billboard, revista semanal norteamericana, fundada há mais de 100 anos e super entendida do mundo e da indústria musical, conhecida até como “a bíblia da música”. Toda semana eles pesquisam e atualizam um ranking chamado Hot 100, que mostra as 10 músicas mais vendidas e mais tocadas nas rádios, e serve para medir a popularidade de um artista ou álbum. A lista sempre foi realmente usada no mundo inteiro como parâmetro de aceitação do público.

Agora, a minha contribuição nisso tudo. Será que os artistas e álbuns mais populares listados pelo Hot 100 são realmente essenciais? Será que são um dos 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer? Suspeitando da resposta, mesmo assim fui com muita boa vontade às pesquisas.

Minha professora de Metodologia do Trabalho Científico ficaria orgulhosa (ou não), pois depois de muito tempo de árduo trabalho folheando livros e navegando por sites, achei uma resposta. Eu trouxe aqui pra vocês, meus Veras, uma lista dos poucos artistas que apareceram nas duas listas nos últimos 20 anos. Pasmem comigo.

Em 1994, (lembrando que eu comecei por 1991 e fui indo ano por ano) Mariah Carey lança Butterfly, álbum essencial. Em setembro, o single Honey figura como música popular da semana.

Em 1998, Lauryn Hill lança The Miseducation of Lauryn Hill, álbum essencial. Em novembro, o single Doo Wop (That Thing) figura como música mais popular da semana. Essa você deve lembrar:

Em 1999, Britney Spears lança …Baby One More Time, álbum essencial. Em fevereiro, o single …Baby One More Time figura como música mais popular da semana.

Em 2000, Madonna lança Music, álbum essencial. Em setembro, o single Music figura como música mais popular da semana.

Em 2001, Destiny’s Child lança Survivor, álbum essencial. Em janeiro, o single Independent Women Part I figura como a música mais popular da semana. Em agosto, o single Bootylicious figura como música mais popular da semana.

Em 2003, Outkast lança Speakerboxx / The Love Below, álbum essencial. Em dezembro, o single Hey Ya figura como música mais popular da semana. Quem disser que nunca cantou essa tá mentindo:

Em 2004, Kanye West lança The College Dropout, álbum essencial. Em fevereiro, o single Slow Jamz (esse com participação de Twista e Jamie Foxx) figura como música mais popular da semana.

E… fim! 7 é o número de cantores que foram agraciados duplamente pelo público, pelos dois tipos de audiência: o popular e o cult. Ninguém aparece mais de uma vez, apenas Destiny’s Child (que por coincidência ou não revelou a diva Beyoncé) conseguiu sucesso com duas músicas de um mesmo álbum. Considerações crueis finais: se os editores de 1001 Discos não tivessem considerado como essenciais alguns artistas de música pop, ninguém teria aparecido nas duas listas, porque eu não vi nenhuma banda de rock na lista da Billboard. Foram ignorados pela audiência americana álbuns como Nevermind do Nirvana, Ok Computer do Radiohead e Californication do Red Hot. O único daqueles que eu recomendo pra você, Vera, é o do Kanye, que eu realmente gosto.

Só por curiosidade, eu fui pesquisar lá nas antigas, para ver como essa situação era nos anos 60. Em 1966, esses são os artistas que aparecam nas duas listas (todos no mesmo ano!): Beatles – Revolver (We Can Work it Out e Paperback Writer), Beach Boys – Pet Sounds (Good Vibrations), Rolling Stones – Aftermath (Paint it Black), The Mamas and The Papas – If You Can Believe Your Eyes And Ears (Monday, Monday) e Simon and Garfunkel – Parsley, Sage, Rosemary and Thyme (The Sound of Silence). Isso diz alguma coisa pra vocês sobre a evolução do nosso gosto musical?

Me desculpem pelo post enorme, mas eu achei tudo isso realmente interessante. Acho que esse vai ser meu TCC na faculdade, vou tirar 10. Não.

Dica da Semana: Unbreakable / Corpo Fechado

Meus caros Veras, estava com saudades de vocês! Juro! Mas ocorreram uns probleminhas que fizeram os seus três blogueiros do Vera terem que parar por um tempinho. Mas como diria minha mãe, “há males que vem para o bem!”. E foi o que aconteceu aqui… a partir dessa semana de segunda a sexta tem post TODOS OS DIAS no blog do Elvis, e vamos deixar o fim de semana para você reler as notícias e óbvio, ver o filme que eu posto aqui… então vamos logo com isso 😉

Já comentei algumas vezes aqui o fato de eu amar filmes de super-heróis, não sei direito o porque, acho que é simplesmente porque quando dá errado fica um desastre, então quando dá certo eu fico realmente muito feliz. Mas no meu post do Kick-Ass eu mostrei (ou pelo menos deveria ter mostrado) que eu gosto ainda mais quando esse tipo de filme é retratado de uma forma diferente (aliás praticamente todo filme que trata qualquer assunto de forma diferente já é válido de ser visto!). E o filme dessa semana é o outro lado do espelho de Kick-Ass.

Enquanto o filme do menino de colant verde mostra uma Nova York colorida, alegre e engraçada, o filme que eu vou falar hoje é sombrio em todos os sentidos, e com certeza vai te deixar tenso em alguma cena.

Tá bom, tá bom, eu sei que não tem porque eu ficar evitando falar sobre o filme até certo ponto se o nome do próprio já está no título do post, mas eu gosto de escrever assim e o blog é meu então eu faço o que eu quero então vou direto ao ponto.

O filme é Corpo Fechado, que tem como diretor e roteirista M. Night Shyamalan, e como estrelas Bruce Willis e Samuel L. Jackson. E tem como trama a seguinte história: David Dunn (Willis), um ex-jogador de futebol americano e atual segurança de estádios, sofre um terrível acidente de trem onde o único sobrevivente é ele (que sai sem um único arranhão). A situação que já é muito estranha fica ainda pior quando um homem fascinado por histórias em quadrinhos, chamado Elijah Price (Jackson), começa a persegui-lo e insistir que ele é nada mais nada menos que um super-herói de verdade. Depois disso a coisa fica mais e mais densa e tem um final simplesmente insano.

Não vou contar se o cara é ou não um super-herói, até porque a dúvida disso que torna o filme e o final tão bons… mas eu te garanto que a maneira como Shyamalan trata o assunto é sem precedentes, abusando do tom de Thriller que tornou o cara famoso (se você não sabe o indiano é também diretor de blockbusters como Sinais, A Vila e o cult-aclamado O Sexto Sentido). O tratamento da trilha sonora e da fotografia do filme dão o tom certo, quase que orquestrando as atuações de modo que, sem você perceber, já está apertando o braço da menina do seu lado com um violino bem agudo controlando a força da sua mão. É, bicho, é nesse nível!

O mais legal é que os atores amaram fazer o filme e o diretor tem várias ideias engavetadas para continuações, então assim que der na telha deles botarem isso em Hollywood, é capaz de sair uma bela continuação. O próprio Duro de Matar já falou que é louco por um Unbrekable 2, e que sempre tenta convencer Shyamalan. Nessa entrevista, por exemplo, ele deixa bem claro isso 
Bom, resumindo, Unbreakable (que como vocês já devem ter reparado, faz muito mais sentido com o nome original do que o traduzido) é essencial pra um bom fã de quadrinhos, para quem gosta de ver situações por um ponto de vista novo, e pra você, meu bom hipster, que quer ver esse filme só pra falar que já gostava antes de sair a continuação. 😉

Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado do post e gostem do filme. Críticas, elogios, comentários e dúvidas é só escrever aqui embaixo 😉 Um beijo e boa semana pra vocês, que vão ver mais um post meu ainda nessa semana.

A arma perfeita contra o tédio

Momentos de tédio sempre requerem medidas rápidas e extremas, coisas que prendam a atenção por um bom tempo. Foi em um desses momentos de tédio e por indicação de um amigo meu que eu descobri um novo vicio: Podcasts.

Um podcast, pela descrição da grandiosa Wikipedia é uma série de episódios de algum programa quanto à forma em que este é distribuído. Essa descrição foi tão clara como um pote de tinta preta. Resumidamente, um podcast é uma conversa de bar gravada. Assuntos diversos, desde games, música, cinema até assuntos mais densos como história ou religião. Um podcast seria quase como um programa de rádio, uma conversa informal gravada e editada.

Muitas pessoas não conhecem nenhum podcast, nunca nem ouviram falar, acho isso uma pena já que existem podcasts muito bons, informativos e engraçados espalhados pela internet. Hoje colocarei alguns de meus favoritos e mais recomendados a vocês.

Começarei falando de um podcast bastante conhecido pelos cinéfilos de plantão: Rapaduracast (http://www.rapaduracast.com.br/). Podcast do site Cinema com Rapadura, feito por Jurandir Filho, Maurício Saldanha e convidados. Embora não tenha escutado muitas edições deste podcast pelo simples fato de não entender quase nada do assunto (deixo o cinema para o Felipe Germano), as poucas edições que eu vi (como a mais recente, sobre Sidekicks) me fizeram rir muito. A dupla Jurandir e Maurício criam um toque todo especial no podcast ao discordarem tantas vezes. Realmente, um podcast muito bom.

Outra sugestão minha é um podcast mais recente, bem mais novo, o Zombie Talk (http://www.zombietalk.com.br/) feito por André MonsevFabio Nanni, Ivan Mussa e Lucas Moraes. A história de como conheci esse podcast é um tanto quanto curiosa: O podcast começou a me seguir no twitter do nada, eu, na pura curiosidade e pelo fato de amar zumbis, quis conhecer. Me surpreendi com a qualidade do trabalho deles além de serem bem humorados e tratarem de assuntos mais variados do que o podcast citado anteriormente.

Se o Podcast citado acima é considerado novo, o que eu recomendarei agora seria considerado um bebe recém nascido. O 99 Vidas (http://99vidas.wordpress.com/) é um podcast BEM nostálgico, dedicado aos old gamers. Feito também por Jurandir Filho junto com Izzy Nobre e convidados, abordam temas como games antigos, a época das locadoras e tantas outras coisas nostálgicas para todos os bons gamers. O podcast só tem 10 episódios até agora, porém, todos já valem muito a pena.

Um dos motivos que fiquei viciado em podcasts foi a galera do Matando Robôs Gigantes (http://matandorobosgigantes.com/). Comandado por Diogo Braga, Roberto Duke Estrada e Affonso Solano, O MRG é o culpado das minhas crises de risos vergonhosas no ônibus à caminho da faculdade. Os temas deles são divididos em três: Cinema, Games e HQ’s. Todos SEMPRE muito bem humorados, bem informativos, temas bem diferentes, enfim, essa fórmula de vários temas diferentes me impede de enjoar deles. Mas e se vocês não entenderem de nenhum desses assuntos? Como irão curtir o MRG? É simples meus queridos Veras. O MRG além dos três temas ditos anteriormente, tem também os episódios de trailers de games que estão por vir e tem também o “A voz do robô”, uma espécie de jornal onde eles discutem as notícias mais bizarras da atualidade. Não irei nem comentar sobre as aberturas dos programas onde eles fazem “remixes” de varias músicas. Um show a parte. Isso e muito mais vocês devem checar sozinhos, mas eu garanto a vocês, é risada na certa.

Para finalizar este post, não poderia deixar de colocar o podcast que me viciou, o maior podcast do Brasil, um dos melhores e mais engraçados de todos, o Nerdcast (http://jovemnerd.ig.com.br/categoria/nerdcast/)! Embora tenha este nome, o podcast não é exclusivo a nerds e é isso que o torna tão bom e tão grandioso. Alottoni e Azaghal, junto de seus inúmeros convidados marcantes, conversam sobre todos os tipos de temas possiveis, desde Primeira Guerra Mundial até histórias de bêbados, passando por Star Trek, Star Wars, Lost, entrevistas com dubladores e autores, profissões, livros, games, filmes e outros temas cada vez mais variados. Garanto que vocês encontrarão o tema que mais gostam no site deles. Toda sexta feira eles lançam um episódio novo.

Muitos aqui podem ficar intimidados com o tamanho dos podcasts, alguns podendo chegar até a duas horas de duração, mas não deixem com que isso os impeça de ouvir. Apenas façam assim como eu, baixem o podcast, coloquem nos seus respectívos mp3 players e aproveitem o caminho para a faculdade, é uma experiência muito mais agradável e que irá te garantir varias risadas constrangedoras no ônibus.

Por hoje é isso gente, espero que tenham gostado. Se você quiserem recomendar outros podcasts, façam isso nos comentários abaixo.