Ensaio fotográfico – Experiências na night da nata paulistana


Crônicas falam do cotidiano. Minha noite de ontem realmente não foi nada cotidiana. Então abandonada a ideia de bancar o cronista e também descartada a ideia de fazer uma crítica ou resenha do lugar em que eu estive, aqui vai só mais um post no Vera mesmo. Para dividir com vocês a magia e o encantamento dos momentos que presenciei, peguei meu celular e fotografei com a câmera tosca de 2 megapixels, e trago aqui um belo relato em forma de ensaio fotográfico.

Vamos pela ordem cronológica. Mal cheguei no barzinho e dou de cara com várias equipes de reportagem. Entre elas, Fá Morena, a apresentadora/cantora decadente da Rede TV! com sua produção (todo programa necessita de uma). Para exemplificar, a produção da moça era um cara que ficava sentado segurando uma maleta dessas que dão ares de importância. De 5 em 5 minutos, o rapaz vinha abrindo a malinha dizendo: “Fá, tá tocando!”, retirava o celular do estofadinho e entregava a ela. Achei incrível, eu tinha minha primeira foto.

Agora momento tiete. Quando eu me instalei e estava pronto pra aproveitar o show, avisto uma massa cinza bem em frente ao palco. A massa vai tomando forma conforme ri e balança os braços de um jeito tipocamente italiano, era Luciano Faccioli. Quase chorei né, o pupilo do estilo-Datena de viver lá, bebendo chop, comendo pastel e reclamando que “não passa no meio das cadeiras”. E até que o gordinho tá com disposição viu, a noite foi até umas 2h e ele tem que acordar às 5h pra gritar “OLHA A HORA OLHA A HORA”.

Gritem, chorem, tirem suas calcinhas. Eu estive com Wando, meus Veras! O Rei do Brega conseguiu me convencer de que é realmente brega, e veio com um modelito gótico-gordo. Mas que o cara canta bem canta, com seu estilão sedutor e fazendo caretas para o público. Eu ia dizer que a idade chega para todos, mas… você se lembra de Wando com uma cara jovem? Então deixa quieto.

No slideshow mais uns que mereceram um clique meu nessa gloriosa noite, uns até decentes. Na plateia, Moacyr Franco (mais conhecido como pescador gay da Praça é Nossa) e Di Ferrero, alone e sem sua família Nx nem sua namorada gostosa. Cantando, Péricles, do Exaltasamba (que me surpreendeu por ser alto na mesma proporção em que é gordo) e Arnaldo Antunes com seus ternos estranhos e sua voz… fina! Surpreendentemente ele cantou notas bem altas, embora tivesse que fazer umas caras de diarréia todo o tempo.

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Mas sério agora, o show que eu fui com meus pais foi dos Demônios da Garoa, grupo tradicionalíssimo de samba aqui de São Paulo, que estão completando 70 ANOS DE BANDA! FODA! Era uma apresentação reservada pra gravação de um DVD de comemoração, então tinha uma super decoração, produção, cheio de homenagens, tinham que repetir as músicas várias vezes, essas coisas. Mas foi incrível, um privilégio (proporcionado e devidamente aproveitado pelo meu querido pai, que provavelmente vai ler isso aqui, haha).

Encarem essa minha aventura na badalação paulistana como uma dica musical, afinal, é pra isso que eu estou aqui after all. OUÇAM SAMBA! Demônios (a história viva da música popular brasileira), Noel Rosa, Chico Buarque, ou mesmo Péricles e o Exalta, que seja. O CD/DVD Demônios da Garoa 70 Anos deve sair nos próximos meses, confiram que vale a pena!

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