Go Go Power Rangers

Hoje, meus caros Veras, faz 18 (eu disse 18!) anos que apareceram na TV uns caras de roupas coloridas e que todas as crianças do mundo achavam o máximo. É Veras, bem antes do Cine e do Restart as cores já faziam o sucesso. Só que eram sempre acompanhados de faíscas, explosões, monstros e robôs gigantes!


Sim, estou falando dos Power Fucking Rangers. E pra comemorar fiz uma listinha de 18 coisas que você provavelmente não sabe sobre os nosso heróis 😉 Simbora!

1- Já existiu um Ranger brasileiro (Glenn McMilan).

2- Hoje a série está na sua décima oitava tempotada.

3- As temporadas não mais gravadas no Estados Unidos, e sim na Nova Zelândia.

4- Apesar de hoje ser gravada lá, a série foi proibida na Nova Zelândia assim que estreou, porque crianças começaram a apresentar “um certo comportamento agressivo” nas escolas.

5- Hain Saban, o empresário que criou os Rangers, não nasceu nem nos States e nem no Japão, e sim em Alexandria, Egito.

6- Os zords tinham forma de dinossauro porque na época Jurassic Park estava fazendo muito sucesso.

7– A ranger amarela, no roteiro orginial, era O ranger amarelo

8-  Os uniformes só começaram a mudar a partir da terceira temporada.

9- Foram feitos dois filmes sobre os Rangers.

10- David Yost (Billy) diz ter saido do elenco porque sofria homofobia dos colegas.

11- Na mesma semana que Yost anunciou isso, o Triceratops (o dinossauro de seu zord) foi revelado como um erro ciêntifico… o animal nunca chegou a existir.

12- Um dos Rangers azuis (Archie Kao) hoje trabalha em CSI.

13- David Fielding vive no Texas, e apesar de muita gente falar que ele está morto, ele ensina jovens atores. Quem era ele na série? Só o Zordon.

14- Em 2009 foi feito um especial em que todos os Rangers vermelhos se uniram por três episódios.

15- Austin St. John (o primeiro Ranger vermelho) virou ator pornô.

16- A primeira ranger amarela (Thuy Trang) morreu num trágico acidente em 2009.

17-  Não importa quem você seja ou faz, NUNCA você vai ser/ver algo tão épico quanto isso:

18- Você vai poder matar um pouco a saudade com isso aqui:

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Dica da semana: Donnie Darko

Bom dia, queridos Veras, hoje como de costume vou soltar a dica da semana (EBA \o/). E como eu sempre dei uns filmes facinhos pra vocês, vou lançar um desafio. Um filme em que vocês provavelmente vão sair sem entender NADA.

Não estou menosprezando ninguém, longe disso, eu mesmo saí do filme pensando “mas o que? por que? como? onde? quando? quem?”. É, bicho, o lead completinho bem na minha frente, a diferença é que quando eu pego um lead eu tento extrair todas essas informações pra fazer um bom texto. Mas em Donnie Darko isso é simplesmente impossível.

E por que diabos você iria assistir um filme em que não se entende nada? Simples, por três motivos bem simples: O primeiro é que esse filme é referência para milhares de outros filmes que você pode ver mais pra frente, e vão fazer muito mais sentido se você tiver assistido a esse. O segundo é o elenco, que é simplesmente de peso. Nele a gente vai ver Drew Barrymore (As Panteras, E.T.), o falecido em 2009 Patrick Swayze (Ghost, Dirty Dancing), Maggie Gyllenhaal (Waterland, Batman – The Dark Knight), Noah Wyle (E.R.), Jena Malone ( Sucker Punch ), e, para a alegria das moçoilas de plantão, o filme é estrelado por Jake Gyllenhaal (Brokeback Mountain, Zodíaco) e ainda contém umas pontas com – PASMEM! – Ashley Tisdale (High School Musical) – veja a cena no vídeo abaixo – e Seth Rogen (Super Bad). UFA, cansei! E o terceiro motivo, que para mim é o mais legal, é que o simples fato de você não ter um final explícito e mastigado, faz com que você tenha que pensar, arriscar, e até discutir com os amigos (lembro que quando assisti, todos meus amigos se olharam enquanto subiam os créditos e eu falei “ok, primeira teoria?”).

Quero deixar bem claro, que só porque o filme é confuso não quer dizer que ele seja sem sentido, muito pelo contrário, o filme dirigido por Richard Kelly tem seu sentido e sua história muito bem montadas, a dificuldade está justamente em entender tudo isso.

Mas vamos à história. Donnie Darko (Jake Gyllenhaal) é um adolescente que vive em 1998. Um dia, no meio da madrugada, Donnie sonha com um Homem-coelho-demoníaco (não, eu não estou zuando), e esse coelho diz que o mundo vai acabar em 28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos. Enquanto eles estão batendo esse papo, uma turbina de avião cai dentro do quarto dele. O garoto acorda na manhã seguinte no meio de um campo de golf, e quando chega em casa, a turbina que havia visto em seu sonho relamente estava no meio do seu quarto, mais do que isso, os aeroportos não conseguem identificar de onde veio aquela turbina (ela parece ter surgido simplesmente do nada, bem acima do quarto do jovem Darko). Depois disso a coisa complica de vez, Donnie se apaixona, é levado ao psiquiatra, continua vendo o coelho, e as bizarrices vão acontecendo num ritmo frenético (só pra você ter noção, predestinação e viagens no tempo são coisas fundamentais na trama). Mas o final é super válido e conspiratório o bastante para fazer o filme, que foi um verdadeiro fracasso de bilheteria, se tornar um daqueles cults aclamados pela crítica.

Minha dica é que assistam Donnie Darko, mas assistam com calma, pois as respostas de todas as perguntas estão no filme, nos detalhes, nas conversas abertas, e nesses pequenos gracejos minimalistas que todo diretor pirado adora. Entendam cinema como arte, como um lugar onde você tem que aplicar seu tempo para apreciar. Cinema bom é como um restaurante cinco estrelas, enquanto os pastelões são meros fast-foods. E esse tempinho que você separa para a sétima arte sempre tem seu retorno, seja numa conversa onde você está sem assunto, numa matéria chata onde você tem que relacionar o conteúdo com algo, ou mesmo por pura gratificação pessoal. Donnie Darko é dificil? Sem dúvida, mas vai lhe trazer algo em troca, se você o assistir com o carinho e a paciência necessárias? Eu não sei, mas que trouxe para mim, eu posso lhe garantir 😉

Próximos grandes lançamentos de games para 2011

Olá meus caros Veras! Venho até vocês hoje trazer-lhes algo bem nerd hoje: GAMES! Sim, meus queridos leitores, hoje eu trago a vocês uma lista com os jogos mais esperados para este ano. Alguns ainda não têm data confirmada, mas todos aqui tem data estimada para até o fim de 2011.

Começarei então com a sequência de uma das franquias que mais adoro: Call of Duty. A nova versão da franquia será lançada ainda esse ano com o nome de “Modern Warfare 3“. Não se sabe ao certo se a campanha seguirá a história contada em MW2 (espero que sim, até porque eu não entendi nada daquele final estranho) embora eu ache que eles comecem a contar como se uma Terceira Guerra Mundial estivesse acontecendo. As únicas informações que temos é que, além da campanha singleplayer e do clássico modo Multiplaeyr online, teremos também, um modo chamado de “survival” (algo bem no estilo “Nazi Zombies” dos outros jogos da série). A diferença do modo “Survival” pro “Nazi Zombies” é simples: Survival não  tem zumbis, porém, todo o resto será igual: hordas infinitas de inimigos, sistema de pontos ou dinheiro adquirido durante a partida pra comprar suas armas, tudo a mesma coisa. O game tem data de lançamento prevista para 8 de novembro deste ano.

Seguindo essa linha dos First Person Shooters (que alias, é o meu gênero favorito) Temos outro grande lançamento ainda este ano: Battlefield 3! AH meus caros veras, sempre fui fã de Call of Duty, dizia que Battlefield era sem graça, parado demais, até conhecer Battlefield bad Company 2. Que jogo animal!!! O sistema em equipe do jogo é GENIAL! Cada um tem a sua parte na equipe, tornando-o assim, um jogo muito mais estratégico do que Call of Duty. E é nesse pensamento estratégico que Battlefield 3 seguirá. Com gráficos de tirar o fôlego, uma inteligência artificial refinada e com o realismo que ele traz (se uma granada explodir perto de uma parede, diga adeus para a parede e para o seu esconderijo), Battlefield 3 tem TUDO para se tornar o Game of the Year de 2011. Data de lançamento prevista para 26 de outubro de 2011.

Para os mais apaixonados por futebol, temos como sempre as franquias FIFA e Pro Evolution Soccer com suas versões anuais sempre trazendo ajustes na jogabilidade, jogadores mais inteligentes, gráficos cada vez mais realistas e quem sabe até novos modos. Ambos têm data prevista para meados de outubro e novembro.


Um dos jogos que mais me surpreendeu nos últimos tempos foi Batman Arkham Asylum. Não só pelos seus gráficos de cair o queixo, mas também por ser um dos únicos games de Super-heróis bons (e quando digo bom, eu quero dizer MUITO BOM, esse jogo é DEMAIS!!) e sem ter um modo online. O game realmente surpreendeu, não somente a mim e minha opinião fecal, mas a toda a crítica. O game foi tão bom, que sua continuação já está a caminho. Batman Arkham City será um jogo com um mundo ainda maior que o de Arkham Asylum com novos vilões, novas missões, novos apetrechos e com gráficos cada vez melhores. Com toda certeza, serão mais umas 30 horas de diversão muito bem gastas. O game tem data prevista para 18 de outubro de 2011.

Assim como Batman Arkham Asylum, outro game muito aclamado por toda a crítica gamistica mundial é não apenas um game, mas sim, uma série inteira. Uncharted 3: Drake’s Deception trará novamente Nathan Drake, nosso explorador favorito (mentira, eu ainda prefiro a Lara Croft) em outra aventura atrás de tesouros e muitas confusões (que merda, to parecendo o narrador da “Sessão da Tarde”). Em Uncharted 3: Drake’s Deception, Nathan irá mais precisamente viajar para locais como o deserto do Rub’ al-Khali, em busca da lendária cidade perdida, a Cidade dos Pilares. Novas funcionalidades de Uncharted 3 irão incluir a capacidade de lutar contra vários inimigos de uma só vez. A Inteligência artificial dos inimigos será melhorada, proporcionando a capacidade de formar esquadrões de inimigos. Multiplayer e o modo cooperativo também serão expandidos. Também suportará 3D estereoscópico. O game tem data de lançamento prevista para 1º de novembro de 2011.

Embora eu seja nerd, não sou muito ligado em RPG’s, não que eu não goste, até porque, sempre tentei gostar, mas eu simplesmente não consigo me adaptar ao estilo, até que então, um dia, eu encontrei a série perfeita: The Elder Scrolls. Eu joguei apenas a Quarta versão “Oblivion”, mas o mundo do game é DEMAIS! Muito aberto, muitas missões, muitos montros, o perfeito mundo medieval. O problema é que Oblivion já está velho, desgastado, os fãs suplicam por uma nova versão!! Eis então que a Bethesda Software traz para nós The Elder Scrolls V: Skyrim. Para quem não sabe, a Bethesda Software´só fez belíssimos jogos, um grande exemplo deles é Fallout 3. Voltando ao assunto de Skyrim, ele será outro RPG em primeira pessoa (podendo ser jogado também em 3ª) de mundo aberto com uma riqueza de detalhes absurda, gráficos mais que maravilhosos, milhares de quests, criaturas, armas, profissões, magias, caminhos, cidades, enfim… é um jogo perfeito. Porém, eu disse tudo isso de sua versão anterior, qual é a diferença? A resposta é simples Veras: Dragões! Sim meus caros, MUITOS dragões, todos eles com vida própria dentro do jogo podendo aparecer em qualquer lugar, a qualquer hora, sempre prontos pra te carbonizar ou te devorar. A Bethesda anunciou mais de 300 horas de conteúdo no jogo. The Elder Scrolls V: Skyrim é a minha aposta para o Game of the Year deste ano. Ele será lançado dia 11 de novembro de 2011.

E é isso meu queridos Veras, eu sei que me esqueci de vários games  que deveriam ter sido ao menos citados, mas são tantos que eu sozinho não consigo lembrar. Espero que tenham gostado deste post mais nerd que o comum.

Covers e sons familiares: a música mais copiada do mundo

Quando você tem certeza que já ouviu aquela música em algum lugar. Quando uma melodiazinha ou um riff te parece tão familiar que você se pergunta se foi algum músico recente que criou ou se já tava aí quando Deus criou Adão e Eva. Quando você pode cantar a música toda no embromation sem conhecê-la. Ou quando tanto artista já cantou aquela merda que você nem aguenta mais.

Venho aqui hoje pra falar de covers. Eu estou começando a acreditar na teoria de que nada mais nesse mundo é inédito, não é fácil pensar numa harmonia ou numa combinação de acordes que nunca tenha sido usada por outra banda. Então a maioria das nossas bandas clássicas de rock simplesmente pegaram uma música de uma grande banda estrangeira e gravaram sua versão com letra em português. Nessa leva estão Capital Inicial, com O Passageiro (música original de Iggy Pop) e Ultraje a Rigor, com Eu Não Sei (música original de The Who), por exemplo. Compare você mesmo.

Pra comemorar toda essa história linda, eu trouxe aqui a versão original e os “melhores piores” covers da música que eu considero a mais copiada e conhecida de todos os tempos. D’yer Mak’er foi gravado pelo Led Zeppelin em 1973, do disco Houses Of The Holy. É uma das poucas músicas deles em que todos os integrantes participaram da composição. A curiosidade é que o Led não faz reggae, como você deve saber, mas como talento não faltava, quando fizeram… se tornou um hino, uma faixa obrigatória para qualquer seguidor de Jah nessa planeta. Veja a versão original, me diz se você nunca ouviu isso.

Agora começa o show de horrores, vou por ordem de choque. Na minha procura por versões alternativas, achei coisas no mínimo interessantes. Pra começar Lady GaGa antes de ser famosa (como diria o comentário no vídeo, é como ver Tom Riddle antes de ser Voldemort), que sem dúvida é talentosa, tem bom gosto e não decepcionou na tentativa:

Agora uma que acho que eu ouvi antes de conhecer a original, para a minha infelicidade… Claudia Leitte fazendo a versão axé:

Se preparem agora, vem aí um gordinho simpático. A primeira vez que eu ouvi isso pensei ‘ah não, mais uma não… ah não, Sean Kigston não!’. Ouça o famoso refrão roubado e completamente descontextualizado agora em versão pop:

EM PRIMEIRO LUGARRRRR! Essa eu deixei por último porque sem dúvida foi um achado, um web hit. Tava lá procurando até que finalmente encontrei uma versão realmente tosca! Tive que trazer aqui pra vocês só mesmo para render boas risadas. Unlimited Phlavor e sua versão em ritmo latino:

Bom, chega né. Quando ouvirem uma novidade no rádio, analise: se for uma boa melodia no meio de batidas eletrônicas, desconfie. A maior parte delas provavelmente faz algum bom músico dos anos 50 se revirar no caixão.

P.S.: Um beijo pro meu amigo Thiago, que me ensinou tudo que eu sei sobre o assunto.

Dança da Morte: A bíblia de Stephen King

Há algum tempo vi uma entrevista (que eu não encontrei pra postar aqui) onde o entrevistado falava “queria que acontecesse tipo A Dança da morte, do Stephen King, onde a mão de Deus aperta literalmente o botão de reset da humanidade”… Minha curiosidade havia sido despertada.

Passou um tempo e essa frase continuou na minha cabeça, até que um dia pensei “ué, por que não comprar e ler?”. E foi nesse momento que eu descobri que o livro custava um pouco caro (aproximadamente 100 reais) e mais do que isso… que ele tinha 940 páginas.

Caraaaaaaaca! 940 páginas é tipo… tipo… tipo muito! Nunca vou ler esse maldito livro, certo? Errado. O tempo passou mais um pouco e cada vez eu me deparava com uma referência ao livro, ou a um anúncio que me fazia lembrar do livro. Conclusão? Lembrei que tinha ganhado de natal um vale-livro de uma grande livraria de São Paulo, não resisti. Comprei.

Foi meio no choque mesmo, comprei um livro de 940 páginas sem nem ler a sinopse, e em dois dias aquele tijolo estava na porta da minha casa. A primeira coisa que eu pensei foi “meu, e se o cara deu aquela entrevista e simplesmente quis bancar de culto, talvez ele nem sequer tenha lido o maldito livro!”. Mas me acalmei, sentei na cama, abri a primeira página e comecei. E isso foi uma das melhores coisas que eu fiz, porque o livro é ótimo!

Não vou contar muito da história, nem se o cara que deu a entrevista sabia o que ele tava falando, porque todas as sinopses que eu li entregavam parte da história que foi absolutamente chocante pra mim, conforme eu avançava entre as páginas. Então vou fazer um resuminho das primeiras páginas, só pra deixar uma águinha na boca.

O livro começa com um homem desesperado, Charles D. Campion, tirando sua mulher e filha de casa. Algo deu muito errado no seu trabalho, algo que pode condenar aquela cidade. Eles saem a milhão da cidade tentando se salvar, mas infelizmente morrem, não ali mas em outro estado, morrem em uma pequena cidade fictícia do Texas, Arnette. Eles morrem de forma estranha, era uma espécie de gripe que deixava manchas pretas nos pescoços e sufocafa as pessoas com seu próprio catarro, depois de deixar elas delirando por horas, ou dias (ugh, eu sei). O detalhe é que essa “gripe”, que mais tarde ganha o nome de Capitão Viajante, é muito contagiosa, um pega e passa para outro, que passa para outro e assim por diante, logo não fica difícil imaginar onde isso vai acabar né?

Alguns personagens são centrais na trama, eles podem ser legais, chatos, ou até mesmo um cachorro. Não, o Capitão Viajante não julga as pessoas, apenas mata. O curioso é que algumas pessoas começam a ser imunes à gripe mortal. Mas um conselho do seu amigo Vera aqui: não se apegue a eles! King cria os personagens com tamanha profundidade que os próprios podem tomar decisões inesperadas, mudar com elas, sobreviver a tudo ou ter uma morte inesperada… simples assim.

Mas o título desse post não é só pelo tamanho do livro, e sim porque ao longo da trama, a história vai ganhando um tom profético, que deixa você em dúvida sobre as verdadeiras causas de tudo o que está acontecendo.
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Os personagens são simplesmente cativantes, Stu, Harold, Nadine, Nick, Larry, Frannie, o Homem Escuro, Mãe Abigail, Kojak, Tom e muitos outros que vão surgindo derrepente e pegando sua empatia ou antipatia também. Além disso, o livro tem um bônus pros fãs de outros livros de King, em dado momento se revela que o vilão desse livro é ninguém mais ninguém menos que o vilão de A torre negra, só que em uma dimensão paralela. O livro, que foi primeiramente publicado com quase 500 páginas a menos, já gerou diversas adaptações, qua vão de séries de história em quadrinhos a filmes. By the way, Está previsto para o ano que vem o desenvolvimento de um roteiro que promete transformar esse livrão numa série de filmes. Será que vai ser bom? Não sei, mas te garanto que estou louco pra ouvir a versão do cinema do hit musical do livro “Garota, você saca o seu homem” 😉

Bom, só pra finalizar, eu fiz esse post porque uma galera elogiou o que eu coloquei no Vera sobre o livro do Laranja Mecânica , então se vocês estão curtindo essas dicas de livros, dê seu comment! Para eu saber se é pra postar mais né? Hasta la Vista Baby

Dica da semana: Machete

É, meus Veras, chegou a hora da dica da semana! E dessa vez muita gente vai achar ela um lixo… e é exatamente essa a ideia.

Os filmes trash se popularizaram nos Estados Unidos pela decadência não só do gênero “Terror”, mas também pelo baixo custo que eles levavam para serem feitos e exibidos. Só para se ter uma noção, alguns faziam sessões em que você podia assistir dois filmes seguidos por mais ou menos um dólar. Esses lugares que atraíam a zona pesada de Nova York e outras grandes cidades estadunidenses (e quando eu digo isso me refiro aos traficantes, prostitutas cafetões e etc…só gente boa), eram chamados de Grindhouses. E esse é nosso gancho.

Acontece que filmes trash começaram a surgir involuntariamente na virada do século XX para o XXI, filmes que eram pra provocar medo começaram a ser tão forçados e escancarados que geravam uma onda de risos na sala de cinema. Filmes como O Albergue (Hostel), produzido por Tarantino, são um ótimo exemplo disso. A solução? Chutar o balde!

Acontece que Tarantino já havia provado que tinha referências enormes no mundo trash/gore em Kill Bill, então por que não usar todos seus talentos nesse segmento sem disfarçar? Melhor que isso, por que não contratar um grande elenco para fazer esse tipo de filme? Foi então que Robert Rodriguez (Pequenos Espiões) e Quentin Tarantino (Pulp Fiction) se uniram num projeto de filmes gemêos com sessões especiais onde eles seriam exibidos juntos, mas sempre com um grande elenco. O nome do projeto? GrindHouse.

Desse projeto sairam dois filmes, e antes de cada um deles vinha um trailer de um filme fictício: O filme de Tarantino era The Death Proof (À Prova da Morte), e o trailer era de Hobo with a Shotgun. Rodriguez fez Planet Terror (Planeta Terror), e o trailer chamava-se Machete (esse aqui de baixo).

O fato é que o “trailer” fez muito sucesso, e os pedidos para que de fato saísse o filme não paravam. Foi quando Machete passou de 3 para 107 minutos.

O personagem de Danny Trejo não foi algo inédito em seus filmes, pois Machete já havia aparecido em pequenos espiões (sim, pasmem!)

Mas qual é a maldita história sobre Machete, Felipe? Ok, ok. Eu falo, mas hoje eu tinha que inserir vocês em todo esse contexto que é o que deixa o filme tão foda.

A história é bem simples até: Um ex-federal mexicano, homônio ao título, assiste à morte de sua esposa por um grande criminoso local, e decide se mudar para os Estados Unidos. Só que acontece uma pequena reviravolta, e ao chegar nos States é contratado para matar um senador que mata mexicanos na fronteira com o México. Mas na última hora Machete se vê numa emboscada… e jura vingança. Outros personagens secundários também aparecem na trama, como a filha do homem que o contratou, uma mexicana que trabalha na imigração, e She ( referência clara a Che), uma mexicana que luta pelos direitos de seus compatriotas em solo estadounidense. O filme só se diferencia de um trash qualquer pelo fato de que Danny Trejo interpreta Machete, Steven Segal o criminoso mexicano, o homem que o contrata é feito por Jeff Fahey, o senador é Robert De Niro, a filha de Fahey é interpretada por Lindsay Lohan, a fiscal de imigrantes por Jessica Alba e a compatriota por Michelle Rodriguez.

Ver esse elenco em cena é algo simplesmente fantástico, ainda mais com um roteiro desses. Mas Rodriguez não para por aí, ele usa no filme todo repertório visual que um bom filme trash pode ter (só para se ter uma noção, em uma das cenas Trejo usa as tripas de seus inimigos como cordas). Não é um filme que se deva ser levado a sério, mas também ele consegue te prender, desafiando você a descobrir o próximo truque que Machete usará (não que ele tenha que ter o minímo de lógica). Com granulados, manchas, linhas e sangue na tela, o filme consegue lhe trazer um grande tom de descontração e humor negro para relaxar naquela tarde em que você pegou trânsito e quer matar meia cidade.

O filme fez tanto sucesso que já conseguiu financiamento para sua continuação: Machete Kills, que deve entrar em fase de produção de roteiro nos próximos meses. Logo que algumas informações sairem, a gente posta aqui no Vera. Então prepare-se para o novo filme vendo Trejo usar de suas facas e frases de impacto, pois eu aposto que você nunca mais vai esquecer de “Machete don’t text” ou do vocativo que Segal usa para tratar os outros personagens (só pra atiçar, começa com P).

Não posso dizer muito mais que isso para o texto não virar spoiler, mas se tenho uma ultima dica, ela é: Não assista isso com sua mãe, algumas cenas podem chocar… sério.

Então é isso meus queridissímos, espero que tenham gostado e semana que vem tem mais 😉

You, yourself, and youpix: a ida dos Veras à maior festa da interwebz

O relógio já passava das duas da tarde quando os Veras conseguiram sair da sua maravilhosa intituição de ensino (matando as duas últimas aulas). O Sol estava forte, e o céu azul, tudo de acordo quando seu destino é o Parque do Ibirapuera, mas algumas horas depois estavamos amaldiçoando o mesmo sol que tanto agradecemos. Por que? Simples: fomos ao parque a pé e nos perdemos dentro dele por duas horas até achar o local exato da festa.

É, meus caros Veras, a coisa já estava começando a ficar feia, e tive quase a certeza por alguns momentos que aquilo não ia dar certo. Mas eu estava errado. E como. Chegando ao Youpix, que ficava localizado no Porão das Artes, perto do estacionamento que fica ao lado da Bienal (sim, eu nunca mais vou esquecer isso) o clima mudou: o mal-humor que estava começando a tomar conta dos que vos escrevem com tanta felicidade simplesmente sumiu, e ao ver alguns dos caras que inspiraram esses três jovens escritores a começar esse blog de perto, e mais do que isso, conversar com eles e comentar sobre o Vera, foi simplesmente épico.

A primeira grande inspiração que a gente encontrou lá, foi logo ao chegarmos, e era ninguém mais ninguém menos que Fabrício Carpinejar. E eu não podia esperar mais simpátia do cara, com a careca que ele mantém com muito orgulho e um sorriso no rosto, o @CARPINEJAR não foi por um único segundo arrogante e ainda recebeu com muita simplicidade o nosso cartão improvisado (vamos falar disso mais pra frente), já da pra imaginar minha alegria né? Não quis muito atrapalhar ele, já achei um privilégio o cara dispor tempo pra conversar com ele e ainda falar que ia acessa o blog que você está lendo! Mais do que isso era pedir demais, então meio envergonhado e tentando conter um pouco a felicidade gritante, sai de lado agradecendo o cara.

Logo depois dessa cena que pra mim foi super emocionante ouvi uma voz familiar estourando nos autofalantes do porão das artes, um amontoado de gente começava a brotar envolta de pequenos puffs, olhei no relógio e estava na hora… do COZINHA HARDCORE.

Corri para lá, e como todo bom jornalista dei cotoveladas indiscretas para abrir caminho, e lá estava um lugarzinho, reservado, e bem em frente ao palco. Cauê Moura estava animado e não parava de repetir o quanto estava assustado com o número de pessoas que estavam ali (haviam mais ou menos umas 80 pessoas) porque o Big Big Mac havia sido calculado para 30, então só havia um modo de conseguir uma fatia daquela ilha das flores do colesterol: provando que se era digno. Você já deve ter assistido uma daquelas competições de comedores de cachorro quente, e se não:

Agora imaginem isso com 9 quilos de picanha… pois é. Uma amiga minha competiu simplesmente com a Amanda do La Fenix e depois, por acaso o que vos fala foi escolhido para ser um dos competidores. Não ganhei, mas provei todo aquele bacon *-* Depos da competição, os Veras foram falar com o Cauê, e novamente fomos surpreendidos pelo carisma do cara. Ele elogiou o nome do Vera, e ainda falou que curtiu a camiseta do nosso Mateus (que era do Guia do Mochileiro das Galáxias). E quando nos despedimos, a sensação de missão cumprida já estava começando a aflorar sobre os blogueiros dessa URL, mas o youpix não tinha acabado, nem o nosso ânimo.

Aliás eu tenho que citar aqui, a organização do evento fez coisas simplesmente GENIAIS, fazendo jus ao estatos de maior feira da internet fora da internet: um telão gigante em cima do gigantesco bar (que era open!) mostrava dados e curiosidades sobre o evento, como quatas vezes você já tinha pasado pelo bar, qual o nome mais comum (Rafael) e muitas outras coisas que entretiam e interagiam com o público. Andando pela feira, entre uma água e outra, vi um rosto familiar, e as palavras TEQUILA e MSN vieram na minha cabeça. Outra pessoa não podia me remeter às duas coisas se não Rodrigo Fernandes (o Jacaré Banguela ), a terceira inspiração vista de perto no mesmo dia! Era muito bom pra ser verdade. Esperei ele acabar de conversar com um outro fã e logo começamos a conversar com o cara. Preciso falar que ele foi simpático? Não né? Ok, porque eu acho que o bom humor do cara ao vivo consegue ser ainda maior do que diante das câmeras, e não se mostrou nem um pouco estrela diante da gente, muito pelo contrário, deu dicas para os Veras com toda simpatia e bom humor. Mais uma vez a gente agradeceu o cara e pediu pra ele acessar mesmo, porque ia ser super importante pra gente (espero muito que ele esteja lendo isso agora!).

E foi isso… Brinks, o dia ainda não tinha acabado, por mais louco que parece, ainda tinham algumas coisas pra acontecer.

Logo depois de conversarmos com o @jbanguela vimos o Cid, do Não Salvo. No começo ficamos meio tímidos de irmos falar com o cara, mas superamos o medo e fomos em frente, o @naosalvo estava dando uma entrevista para o coelho do Agora É Tarde antes de falar com a gente, mas nos tratou de igual para igual, também deu conselhos pro Veras e falou que ia dar uma passadinha aqui também (sim essa frase vinda da boca de pessoas desse nível me faziam agradecer ter matado a aula de Ética  e ter começado esse blog). Juro que vi a cena do Cid colocando o post-it (a gente não preparou cartões, então escrevemos em post-its a url do blog e entregamos para os caras… sim tivemos essa coragem) na carteira, e aquele frio na barriga subindo de forma lenta e tensa, enquanto me despedia do Troll do ano.

Finalmente estamos chegando ao fim, já estávamos indo embora do youpix quando aconteceu. Estávamos conversando sobre como faltou uma pessoa lá, um cara que seria muito foda de bater um papo, quando de repente avistamos um homem surpreendentemente alto do outro lado do salão. E era ele mesmo! Ronald Rios, senhoras e senhores, estava a alguns metros de nós e bom… não resitimos. Fomos falar com ele, esperamos um tempo enquanto ele conversava com uns amigos, tomamos coragem e falamos (jurava que iria tomar um esporro, não que acho Ronald grosso, longe disso, mas o humor dele pode machucar às vezes. Mas um soriso se abriu no rosto de Ronald, e a mão dele se estendeu na minha direção… é, bicho!). Batemos um papo com ele, discutimos sobre o Brazilians (veja!) e mais algumas coisinhas e também entregamos nosso “cartão” nas mãos DO CARA.

Esse foi nosso youpix, e vocês devem ter percebido que foi um post muito mais desabafo do que jornalístico em si, mas essa foi a ideia mesmo, o youpix é um lugar que aproxima você dos seus idolos da net, e permite você ser tiete ao invés de Stalker, então fizemos um texto-tiete, com muito orgulho. Todos nos trataram com carinho e prometeram visitar o Vera (espero muito que eles estejam lendo isso agora). Obrigado por tudo, a única coisa que nós queremos é que esse site vingue e traga cada vez mais entretenimento pra vocês. E fica de dica pros leitores daqui ir no próximo festival, e se vierem falar com a gente ficaremos muito felizes… tipo mesmo 😉