Dica da semana: Kick-Ass / Kick-Ass: Quebrando Tudo


Ah, meus caros Veras, já estava com saudades dos Srs (e Srtas, é claro😉 ), e o filme dessa semana, na minha opinião, está no top 3 de 2010.

Já falei certa vez aqui no Vera que meço a qualidade de um filme de super-herói pela vontade de sair voando, escalando paredes e caçando vilões que eu saio do cinema. O ponto é que eu nunca consegui voar, escalar paredes, ou caçar vilões (meu máximo foi enfrentar meninos brasileiros, que se achavam valentões estadunidenses), mas tenho que adimitir que eu também nunca tentei. Como assim Felipe? Se pular do prédio tentando voar, você vai morrer  e seus maravilhosos, lindos, e modestos posts no Vera vão terminar! Acalmem-se, não estou falando dessa parte, e sim da parte do “caçar vilões”, afinal, parafraseando o protagonista do filme que eu recomendo hoje, lhes digo: “Se existe tanta gente querendo ser Paris Hilton, como ninguém nunca tentou ser o Homem-Aranha?”.

Juro que essa pergunta ficou na minha cabeça por algum tempo, ou vai me dizer que quando criança você nunca imaginou ser o Super-Homem, ou a Mulher Maravilha? Isso faz parte da nossa infância, mas em algum momento entendemos que podemos levar tiros e morrer, e isso afasta a gente do sonho de andar de collant e máscara pelas ruas. Isso acontece com todos, menos com uma pessoa, Dave Lizewski, que faz com que pelo menos na ficção esse medo se perca.

E é basicamente essa a história de Kick-Ass. Um nerd dos Estado Unidos, Dave Lizewski (interpretado por Aaron Johnson), se cansa de ser um zero a esquerda com as garotas do seu colégio, de apanhar na rua, ser assaltado e ainda ter que lidar com o fato de que agora a família é formada por ele e seu pai (porque sua mãe morreu). Então faz um uniforme, inventa seu próprio Super-herói, e tenta sair nas ruas combatendo o crime. Qualquer semelhança com a história do Aranha não é mera coincidência, Kick-Ass é justamente o conflito entre um adolescente que teve sua infância construida na fantasia, e simplesmente se recusa a acreditar que o mundo não tem salvação e que os heróis que temos se limitam a bombeiros e policiais.


Um detalhe super importante é que o filme não teve uma produtora oficial, ou seja o diretor Matthew Vaughn (que dirigiu X-men: First Class esse ano) tirou a grana do próprio bolso, isso significa que o filme ficou do jeito que ELE queria, ou seja, sangue não é algo controlado. Quando você pensa que a câmera vai cortar para um ângulo em que o ferimento fique mais discreto, e menos chocante, ela continua estática (isso quando não vai para um local onde detalha ainda mais o estrago na pessoa) e tudo isso acontecendo numa Nova York com um colorido digno de Clubber. O céu é azul, os prédios amarelos, sempre em cores muito vivas e fortes. Dando a Kick-Ass um tom irônico que é quase a cereja do sorvete, que faz com que um filme saia do comum e seja citado aqui no Vera😉.

Outra coisa básica para que o filme conseguisse a qualidade que conseguiu é que o roteirista do longa foi Frank Miller, que é ninguém mais ninguém menos que o criador da HQ que deu origem ao filme.

Esse é outro exemplo de filme que quase não passou nas telonas, e que fez sucesso em festivais pequenos e na Comic Con (aliás tocando nesse assunto, se alguém quiser financiar uma viagem pro Vera cobrir a feira, a gente promete que faz tudo direitinho e dá os devidos créditos! haha). A película só ficou em cartaz por cerca de duas semanas no Brasil, e sua divulgação foi quase nula, enquanto nos States ficou em primeiro lugar por semanas a fio, arrecadando uma bilheteria que dá gostinho de continuação (cruzem os dedos!). E não era de se esperar outra coisa, a trama envolve toda uma geração que cresceu no meio do boom do pop mundial (com várias referencias principalmente aos quadrinhos desde os anos 60 até os atuais, como o genial Scott Pilgrim), afinal crescer ouvindo ‘Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou‘ e pouco tempo depois escutar que ‘Dako é bom‘ mostra que temos um pequeno choque de realidades em pouco tempo. Os atores estão simplesmente espetáculares, Nicolas Cage dá um show de atuação (que eu não via ele fazer a eras) sendo Big Daddy um ex-policial com um enorme senso de justiça e vingança, e faz isso ao lado de Chloë Moretz, que faz Hit Girl, uma sanguinolenta super heroína de 11 anos que rouba a cena sempre que aparece, além de Christopher Mintz-Plasse (o eterno McLoving de SuperBad) fazendo um adolescente que eu não vou detalhar, para não perder a graça.

E como se tudo isso não bastasse para você ver, a trilha é muito boa e vai de Elvis a The Prodigy e ainda teve uma música que Mika fez exclusivamente para o filme.

Ou seja, vá à locadora mais próxima e assista, porque o Fe aqui recomenda, e porque algumas situações perfeitas acontecem ao longo do filme, que eu não vou detalhar porque odeio spoilers, mas vou encerar o post com mais uma fala do filme, só pra deixar um gostinho no ar. Por essa semana é só pessoal ;)  “Você não precisa de poderes para ser um super-herói, e com nenhum poder, não vem nenhuma responsabilidade. E não tem nada melhor do que isso” – Kick-Ass.

2 respostas em “Dica da semana: Kick-Ass / Kick-Ass: Quebrando Tudo

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