Veraoke: Valsinha – Chico Buarque


Tava difícil de pensar, minha cabeça tava um escuro só. Pra esse post sobre música pensei em falar sobre como a Katy Perry é linda, sobre como músicas de festa junina me irritam… quase saí do tema e vim escrever sobre como eu odeio champignon. Mas aí do aleatório do Media Player me veio uma melodia familiar e uma voz inconfundível. Eu não tive mais dúvida, não tinha como não fazer isso.

Se uma música não é instrumental, a letra não tá lá por acaso, ela deve somar com os instrumentos, formar uma única expressão. Essa expressão pode contar uma história, ser um desabafo de amor ou os sentimentos de um louco, mas o mais importante é passar uma mensagem de quem a escreveu. Então começa aqui o que eu pretendo fazer toda terça-feira: vou postar uma música e sua letra, tentando comentar e explicar. Popularmente conhecido como VERAOKE, OE!

Tá, pra inaugurar, o mestre dessas equações que eu falei ali: Chico Buarque. Que aliás volta esse ano, e seu álbum novo promete.

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça, foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu e o dia amanheceu em paz

Valsinha é A música mais linda que eu conheço, composta por ele e Vinícius de Moraes. Conta a história de um casal de velhinhos que decidem reviver seus melhores momentos, que há muito tempo estava na saudade. Não se sabe o que fez com que os dois se afastassem (eu não culpo só o velhinho, coitado), mas o amor com certeza já não se fazia presente. A partir de uma atitude e gestos de docura um pelo outro, o casal retoma o contato, vivenciando aquele momento sublime de felicidade que só se sente quando se é jovem. Só resta ao mundo tomá-los como exemplo e entender o ressurgimento do brilho nos olhos dos idosos. E ao ouvir, é isso que fica do que os autores quiseram dizer: o respeito e o amor.

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